Operação “Caixa Automática”: Ficam em prisão preventiva oito suspeitos

Dos 18 arguidos detidos na passada terça-feira, oito ficaram em prisão preventiva, após primeiro interrogatório judicial. Os alvos da investigação dedicavam-se a assaltos a caixas, provocando explosões nas máquinas.

A organização criminosa, que atuava a partir da região da grande Lisboa e península de Setúbal, dedicava-se à prática de furtos a caixas multibanco através de explosão. No decurso da operação foram detidos 18 suspeitos de diversas nacionalidades, com idades compreendidas entre os 22 e os 61 anos. Oito ficaram em prisão preventiva, cinco sujeitos à obrigação de se apresentarem à autoridade policial da área das respetivas residências e três a termo de identidade e residência.

“Os arguidos ficaram fortemente indiciados pela prática de crimes de associação criminosa, furto qualificado, provocação de explosão, dano qualificado e branqueamento de capitais”, avança a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) em comunicado divulgado hoje.

As medidas de coação foram determinadas após os 18 arguidos terem sido submetidos a primeiro interrogatório judicial, realizado nos dias 30 de Novembro e 02 de Dezembro de 2016.

“Segundo os fortes indícios recolhidos, desde data não apurada do ano de 2014, os arguidos integrando uma estrutura organizada, praticaram furtos em terminais de ATM, que sabiam ter avultadas quantias em dinheiro, nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, para os quais se deslocavam em veículos furtados, por norma durante a noite, e que rebentavam com recurso a explosivos e/ou misturas gasosas deflagráveis, dissimulando depois o dinheiro que retiravam em diferentes contas bancárias, visando ocultar a sua proveniência”, avança a PGDL.

As buscas realizadas na passada terça-feira, 29 de novembro, na sequência de mandados emitidos pelo Ministério Público, tiveram lugar nas áreas dos municípios de Sintra, Amadora, Cascais, Oeiras, Lisboa, Setúbal e Alcobaça.

Na sequência da operação, denominada “Caixa Automática”, foram apreendidos relevantes elementos de prova, várias viaturas automóveis, motociclos e inúmeros objetos produto do crime.

No terreno estiveram mais de uma centena de inspetores. A investigação pertence à Unidade Nacional de Contra Terrorismo (UNCT) da PJ, com o Ministério Público de Sintra.

A investigação prossegue sob a direcção do MP da 4ª secção do DIAP de Sintra/ Lisboa Oeste com a coadjuvação da UNCT da PJ.

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