Operafest Lisboa aposta na ópera do futuro

O emblemático jardim do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, recebe já a partir de 19 de agosto o Operafest Lisboa. A 3ª edição obedece ao tema “destino em viagem” e propõe uma catarse da máscara. Com muita música e humor.

O que quer isto dizer sobre um género musical que nos chega do passado? Que é possível colocar a ópera no presente e no futuro apostando em novos criadores e intérpretes, no talento nacional e na dinamização do mercado operático português. Eis o desígnio que o Operafest Lisboa abraçou, e que prossegue nesta sua 3ª edição, cruzando experiência e sangue novo, procurando conquistar novos públicos e aproximar a ópera do público de hoje.

De 19 de agosto a 10 de setembro, o festival de ópera dirigido pela soprano Catarina Molder, instala-se no cenário único que é o Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, para surpreender o público com um programa sob o signo do “destino em viagem”. Como se pode ler no site oficial, sendo este um festival nascido em plena pandemia, não quis “escapar ao seu destino” e decidiu propor o regresso da máscara com humor, isto é, “ao mundo da fantasia”, arrancando com um Baile de Máscaras, de Verdi, e encerrando com uma rave operática.

É nesta conjugação de tradição e vanguarda que a programação se faz. Do compositor em destaque, o português António Chagas Rosa, ao único concurso de ópera contemporânea português, passando pelo novo ciclo dirigido a crianças, que são, no fundo, o público do futuro, que é também o nome da rubrica onde será apresentada a ópera “Jeremias Fisher”, da compositora francesa Isabelle Aboulker  que tem dedicado grande parte da sua obra ao público mais jovem, aqui apresentada na versão portuguesa do barítono Luís Rodrigues. Esta história do menino peixe Jeremias encerra uma mensagem fortíssima sobre a liberdade e o preço de se ser diferente, sobre o nosso crescimento, transformação, aceitação e respeito.

Espaço também para uma “Noite Americana“, com a apresentação das óperas “Labirinto” e “Uma partida de Bridge”, de Gian-Carlo Menotti e Samuel Barber, em torno da condição humana e do labirinto da vida.

A 3ª edição do Operafest Lisboa encerra com um projeto há muito “sonhado” pelo compositor António Chagas Rosa, inspirado na obra de Mário de Sá-Carneiro, a partir do seu conto homónimo: “O Homem dos Sonhos“, que fala do poder premonitório dos sonhos e de um homem que venceu a barreira do sonho.

Consulte aqui a programação completa.

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