PremiumOrçamento “policromático” permite negociações múltiplas

Ministro das Finanças apresentou o primeiro Orçamento com excedente em 45 anos de democracia. “Talvez o segredo de uma negociação justa seja ninguém estar amarrado a ninguém”, disse Centeno.

Mário Centeno apresentou ontem o primeiro Orçamento do Estado (OE) com um excedente na história da Terceira República. “Este Orçamento é histórico pelos resultados, o primeiro entregue com previsão de excedente orçamental, nunca antes tinha acontecido. Não é um objetivo em si próprio. Tem que transmitir confiança. Tem credibilizado a politica económica e orçamental em Portugal como nunca antes tinha sido feito”, disse o ministro na conferência de imprensa de apresentação do OE.

A classificação de “histórico” foi utilizada não só devido ao facto de o país registar o primeiro excedente desde 1973, mas também graças à descida do rácio de dívida pública para 116,2% do Produto Interno Bruto (PIB), por via do crescimento deste último indicador. Isto apesar de alguns economistas considerarem “otimista” a previsão do Governo, que aponta para um crescimento do PIB de 1,9% no próximo ano (ver página 8), por assentar na convicção de que os principais mercados das exportações portuguesas vão registar uma melhoria da atividade económica em 2020.

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