Ordens de bolsa caem 30% em outubro, revela CMVM

O BCP teve a maior quota de mercado nas transações sobre ações (22,5%), seguindo-se a Caixabank –  Sucursal em Portugal (12,9%) e o BPI (12,4%). Na dívida (pública e privada), a maior quota pertenceu ao BNP Paribas – Sucursal em Portugal (76,1 %), seguindo-se o Banco L.J. Carregosa (19,6%) e o HPC Societe Anonyme – Sucursal em Portugal (0,8%), adianta a CMVM.

Em outubro, o valor das ordens sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM totalizou 43.279,91 milhões de euros, o que traduz uma descida de 29,9% face a setembro. Os  dados são da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Desde o início do ano, o valor das ordens de bolsa recebidas aumentou 241,4% face a igual período do ano passado.

A CMVM detalha que o valor mensal desceu 4,2% nos instrumentos financeiros de dívida pública para 14.346,07 milhões de euros, e diminuiu 61% para 1.678,9 milhões de euros na dívida privada. Nas ações, caiu 3,2%, para 1.681,4 milhões de euros.

O BCP teve a maior quota de mercado nas transações sobre ações (22,5%), seguindo-se a Caixabank –  Sucursal em Portugal (12,9%) e o BPI (12,4%). Na dívida (pública e privada), a maior quota pertenceu ao BNP Paribas – Sucursal em Portugal (76,1 %), seguindo-se o Banco L.J. Carregosa (19,6%) e o HPC Societe Anonyme – Sucursal em Portugal (0,8%), adianta a CMVM.

Por outro lado, o valor das ordens sobre instrumentos financeiros derivados desceu 14% face ao mês anterior, para 423.399,3 milhões de euros. Os CFDs (Contract for difference) foram o instrumento mais negociado no mercado de derivados (2% do total), tendo as transações aumentado 6,9% em relação a setembro. As transações sobre futuros desceram 3,5%.

No mesmo período, o valor das ordens de residentes registou uma descida mensal de 6% e o valor das ordens de não residentes uma descida de 32,5%.

Quase metade das ordens foram executadas em mercados internacionais

Quanto ao mercado de execução, 49,6% das ordens recebidas foram executadas nos mercados regulamentados  internacionais, 2,5% nos mercados nacionais, 1,1% fora de mercado e 46,8% foram internalizadas.

Os Estados Unidos, a Alemanha e a França são os três principais destinos das ordens executadas sobre ações fora de Portugal, enquanto os Países Baixos, França, e Reino Unido foram o principal destino das ordens sobre títulos de dívida.

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