Ordens do mercado de capitais sobem 70% em abril, revela CMVM

O BCP teve a maior quota de mercado nas transações sobre ações (25,2%), seguindo-se o CaixaBank 12,1%) e o BPI (11,9%). Já nas transações de títulos de dívida (pública e privada), a maior quota pertenceu ao Banco L.J. Carregosa (51,3%), seguindo-se o BNP Paribas (44,2%) e o Banco Montepio (1,9%).

Em abril deste ano, o valor das ordens sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM totalizou 35.511,3 milhões de euros, um crescimento de 70% face a março. Sendo que, desde o início do ano, este indicador aumentou 240,6% face a igual período do ano passado.

Em termos de ativos transacionados, o valor mensal diminuiu 28,7% nos instrumentos financeiros de dívida pública para 10.900,1 milhões de euros e cresceu 28,6% para 1.883,5 milhões de euros na dívida privada. As ordens de bolsa de compra e venda de ações caíram 42,3%, para 2.082,3 milhões de euros.

O BCP teve a maior quota de mercado nas transações sobre ações (25,2%), seguindo-se o CaixaBank – sucursal em Portugal (12,1%) e o BPI (11,9%).

Já nas transações de títulos de dívida (pública e privada), a maior quota pertenceu ao Banco L.J. Carregosa (51,3%), seguindo-se o BNP Paribas – sucursal em Portugal (44,2%) e o Banco Montepio (1,9%).

O valor das ordens sobre instrumentos financeiros derivados cresceu 0,5% face ao mês anterior, para 175.214,5 milhões de euros.

Os CFDs (contract for difference) foram o instrumento mais negociado no mercado de derivados (representando 3,4% do total), tendo as transações decrescido 19,8% em relação a março. As transações sobre futuros caíram 78,1%.

No mesmo período, o valor das ordens de residentes registou uma descida mensal de 2,8% e o valor das ordens de não residentes subiu 99,3%, constata a CMVM.

Quanto ao mercado de execução, 34,9% das ordens recebidas foram executadas nos mercados regulamentados internacionais, 3,3% nos mercados nacionais, 4,1% fora de mercado e 57,7% foram internalizadas.

Os três principais destinos das ordens executadas sobre ações fora de Portugal foram os Estados Unidos, França e Países Baixos.

Já os Países Baixos, França e Reino Unido foram os principais destinos das ordens sobre títulos de dívida.

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