Ordens sobre dívida pública caíram 26% em junho e sobre ações recuaram 18,5%, diz CMVM

O valor mensal decresceu 25,7% nos instrumentos financeiros de dívida pública para 9.931,7 milhões de euros, e aumentou 90,6% para 2.097,3 milhões de euros na dívida privada. Nas ações caiu 18,5%, para 2.183,3 milhões de euros.

A CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) divulgou os indicadores mensais de receção de ordens, relativos a junho de 2022.

No mês passado o valor das ordens sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM totalizou 45.197,7 milhões de euros, uma descida de 11% face a maio. Desde o início do ano, este indicador aumentou 241,9% face a igual período do ano passado.

O valor mensal decresceu 25,7% nos instrumentos financeiros de dívida pública para 9.931,7 milhões de euros, e aumentou 90,6% para 2.097,3 milhões de euros na dívida privada. Nas ações caiu 18,5%, para 2.183,3 milhões de euros.

Segundo o comunicado, o BCP teve a maior quota de mercado nas transações sobre ações (23,6%), seguindo-se o CaixaBank – Sucursal em Portugal (13,4%) e o Banco BPI (12,7%). Na dívida (pública e privada), a maior quota pertenceu ao BNP Paribas – Sucursal em Portugal (68,1 %), seguindo-se o Banco L.J. Carregosa (23,7%) e o HPC Societe Anonyme – Sucursal em Portugal (1,4%), avança o supervisor dos mercados.

O valor das ordens sobre instrumentos financeiros derivados diminuiu 8,6% face ao mês anterior, para 287.137,6 milhões de euros.

Neste campo, os CFDs – (contract for difference), conhecidos como contratos diferenciais – foram o instrumento mais negociado no mercado de derivados (3,7% do total), tendo as transações crescido 17,4% em relação a maio. As transações sobre futuros aumentaram 146,1%.

No mesmo período, o valor das ordens de residentes registou uma descida mensal de 27,1% e o valor das ordens de não residentes também decresceu 8,5%.

Quanto ao mercado de execução, diz a CMVM que 53,4% das ordens recebidas foram executadas nos mercados regulamentados internacionais, 3,4% nos mercados nacionais, 1,1% fora de mercado e 42,1% foram internalizadas.

Os Estados Unidos, a França e a Alemanha foram os três principais destinos das ordens executadas sobre ações fora de Portugal, enquanto os Países Baixos, a França, e o Reino Unido foram o principal destino das ordens sobre títulos de dívida.

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