Os funchalenses não votaram em Miguel Gouveia para presidente da Câmara Municipal

Em criança, quando andava na escola primária, lembro-me bem de uns cadernos que tinham na capa umas “estórias” fáceis de ler e ainda mais fáceis de depreender e aprender a moral. Uma delas é a dos sete vimes. Creio que todos a conhecem mesmo que dela já não se lembrem. Tenho a certeza de que […]

Em criança, quando andava na escola primária, lembro-me bem de uns cadernos que tinham na capa umas “estórias” fáceis de ler e ainda mais fáceis de depreender e aprender a moral.

Uma delas é a dos sete vimes. Creio que todos a conhecem mesmo que dela já não se lembrem. Tenho a certeza de que ninguém se esqueceu dos seus ensinamentos. Um a um, o filho, mais novo e mais fraco, os vimes quebrou. Mas quando o pai fez um feixe nem o filho, mais velho e mais forte, os conseguiu quebrar. E aprendida a lição, os filhos viveram unidos, ajudando-se uns aos outros e ninguém conseguia vencê-los.

Não é nada disto o que está a acontecer no PS-Madeira. A soberba e cegueira de alguns, com mais olhos que barriga e mostrando que não respeitam ninguém, muito menos o partido e os ideais que deveriam servir  – e um dia por isso serão julgados – estão a dar a oportunidade que o adversário, o PSD, precisava para cerrar fileiras, para se unir, para recuperar e continuar a ser governo na Madeira e Porto Santo.

Mas bem pior do que isto, é a leviandade com que estas personagens menores tentam apagar o passado e a história, o património, do PS-M. Agem como se não houvesse memória, como se tudo o que até agora foi feito, e tanto foi, de nada valha. Patanham, boçalmente, os anos, e foram muitos, de trabalho político em condições particularmente difíceis pela omnipresença sufocante do PSD e de Alberto João Jardim, esmagando, nas mãos sujas de caciquismo e mediocridade, de desmesurada ambição e pouca ou quase nenhuma competência e muito menos ainda preocupação com as pessoas de quem em nome tão mentirosamente falam, os méritos de muito trabalho, de muito empenhamento, de muitas provas dadas, não só em nome do PS mas, sobretudo, de um projecto que afirmasse, com seriedade, verdade e credibilidade, uma alternativa que acabasse com o populismo e facilitismo reinantes.

Mas ainda bem pior é que estão a usar a própria Câmara Municipal do Funchal e as suas empresas municipais para tudo prometer e comprarem os militantes como se fosse sequer possível cumprir tudo o que andam a prometer, que, aliás, foi o que PSD fez anos seguidos a fio e que supostamente os socialistas andaram todos estes anos a combater…

Nota Bene: enquanto o PS se fragiliza assisto com o olhar com que Deus olhava o polícia, nas palavras de Fernando Pessoa, ao dissimulado vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal a imaginar-se já no gabinete presidencial. Convém é não esquecer que os funchalenses não votaram nele para presidente…

 

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