Ouro supera os 1.700 dólares, mas o seu caminho “permanece incerto”

O atual clima económico beneficia ativos de refúgio tradicionais, como o ouro, mas a tendência pode inverter e aumentar a procura por títulos.

Cerca de 49% do ouro português está noutros bancos centrais estrangeiros

O ouro atingiu hoje um valor superior a 1.700 dólares por onça, tendo atingido o máximo de três semanas.

A subida do ouro acontece depois da divulgação de dados económicos nos EUA reduzirem expetativas de que a Fed poderá travar a sua agressiva política monetária.

A abertura de novas vagas de emprego caiu mais do que o esperado em agosto para mínimos de mais de um ano, o que sugere que o mercado de trabalho está a arrefecer, aponta a “Bloomberg”. Já o índice de produção industrial caiu mais do que o esperado, segundo dados divulgados na segunda-feira.

“O metal precioso está a encontrar apoio no meio de um clima de incerteza global que aumenta o seu apelo de refúgio. À medida que a inflação força os bancos centrais a aumentar as taxas de juros, embora o crescimento permaneça estagnado, as preocupações económicas contínuas estão a pesar no sentimento dos investidores, levando a uma queda no apetite ao risco, que beneficia ativos de refúgio tradicionais, como o ouro”, segundo Ricardo Evangelista, diretor executivo da ActivTrades Europe.

“O dólar americano também ajudou; este caiu dos máximos dos últimos 20 anos, alcançados na semana passada, o que criou uma vantagem para o ouro, devido à correlação de preços invertida entre os dois ativos. No entanto, apesar dos ganhos de hoje, o caminho para o preço do ouro permanece incerto. Espera-se que os bancos centrais continuem a aumentar as taxas, numa dinâmica que provavelmente elevará os rendimentos dos títulos e penalizará o metal precioso, que não rende”, acrescenta o analista.

Os mercados esperam agora pela divulgação do número de novas contratações (à exceção do mercado agrícola) esta semana para terem mais pistas sobre qual o rumo da política monetária norte-americana.

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