“Outra Língua”, uma performance no feminino, chega ao Teatro Nacional D. Maria II

O que diz a língua sobre nós? Keli Freitas, Nádia Yracema, Raquel André e Tita Maravilha procuram responder a esta e outras perguntas sobre a língua portuguesa, a partir de 26 de maio.

Outra Língua © Carlos Fernandes

Previsivelmente convocamos Pessoa, Fernando de seu primeiro nome.

“Todos foram tomados por um desejo súbito, inexplicável, meio enlouquecedor, de lhe abrir os olhos e de ver a sua expressão. Foi estranho como isso aconteceu em simultâneo. Estranho também como todos, ao olharem uns para os outros, ao compreenderem o que cada um pensava, se arrepiaram com tal ideia”.

Pessoa não consta do cardápio de “Outra Língua”, espetáculo criado pelo quarteto Keli Freitas, Nádia Yracema, Raquel André, Tita Maravilha. Mas foi este “pedaço” de texto que ocorreu quando, ao ler a sinopse no site do Teatro Nacional D. Maria II, se questiona: “Que histórias e que História transporta a Língua Portuguesa? A língua é portuguesa? Que língua falamos afinal?”

Quatro mulheres – numa ponte entre Angola, Brasil e Portugal – questionam se falamos a mesma língua ao falarmos português. Afinal estamos expostos a tantas influências diferentes. A ventos e marés que trazem referências outras, que enriquecem e adicionam ao existente. Mais. Perguntam ainda o que diz(em) a(s) nossa(s) língua(s) sobre nós.

Uma verdadeira odisseia em palco, que busca respostas sobre as palavras e também quer ser uma reflexão conjunta sobre a língua. Desta paixão que as aproximou a todas nasceu um espetáculo que teve a sua antestreia em Montemor-o-Novo, seguindo depois para Viseu, onde se apresentou no Teatro Viriato, e que agora chega à Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.

Estará em cena de 26 de maio a 12 de junho, e todas as sessões terão uma intérprete de língua gestual portuguesa, além de audiodescrição para invisuais e legendagem em português.

Domingo, dia 5 de junho, haverá conversa com as artistas após o espetáculo, que tem início às 16h30.

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