PàF e PS de acordo. Ninguém quer Governo de gestão

Há um ponto único onde é garantido que a coligação PSD/CDS e o PS estão de acordo. Nenhum deles quer um Governo de gestão. PR está entre “a espada e a parede”. Novo Governo toma posse hoje. As casas de apostas estão ao rubro. O que fará Cavaco Silva depois do Governo de Passos Coelho […]


Notice: Undefined offset: 1 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 2 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 1 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 2 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Há um ponto único onde é garantido que a coligação PSD/CDS e o PS estão de acordo. Nenhum deles quer um Governo de gestão. PR está entre “a espada e a parede”. Novo Governo toma posse hoje.

As casas de apostas estão ao rubro. O que fará Cavaco Silva depois do Governo de Passos Coelho cair? Convida Costa e indigita o líder do PS? Avança para Governo de gestão? E se assim for, em quem já terá pensado para liderar um Governo que se poderá manter em funções até meio do ano?

E será que o país consegue viver de duodécimos? E num cenário de eleições antecipadas será que o pais consegue apresentar um OE em setembro de 2016, quando já devia estar a preparar o OE de 2017?
Num ano particularmente pesado em termos de “revolving” da dívida pública, como irão os mercados reagir ao impasse e à insegurança política? A “almofada” de 16 mil milhões deixada por Maria Luís tem custos, e sobretudo constitui uma obrigação para que os mercados se sintam confortáveis. Não vale a pena e gastar, pensando que é um dinheirinho disponível, porque não o é.

E até que ponto o acordo dos partidos de esquerda com o PS é consistente, tendo em conta as ideias para o eleitor doméstico e as ideias antagónicas no parlamento europeu? E até que ponto não poderá o PS romper os acordos que está a firmar para se coligar com um dos partidos que estão agora no PàF?
Mais. O PS no Governo vai ter de manter as medidas extraordinárias a nível de cortes, caso da função pública e poderá só ter uma solução: pedir à PàF que viabilize a aprovação de medidas antes de 1 de janeiro.

Nunca a política portuguesa esteve numa embrulhada tão interessante e divertida, aliás. O único senão é o país estar profundamente endividado, com o pior nível de sempre em face do Produto, e necessitar de reformas estruturais profundas a nível de segurança social, não conseguir aproveitar as “boleias” do BCE para crescer, ter parceiros europeus em estagnação, ter parceiros no Leste e na América Latina em recessão e ter parceiros comerciais em profunda crise social e política.
O que pode acontecer a partir daqui?

Já dissemos que a nossa aposta vai para a indigitação de António Costa, mesmo com o PR a “ranger os dentes” perante o turbilhão de confusões geradas pela sua opção em convocar eleições numa altura em que já não podia usufruir da bomba atómica, ou seja, da possibilidade de dissolução do parlamento. Esse eventual ato caberá ao próximo PR depois de abril. E, decorrendo todos os prazos é possível termos eleições em junho e a apresentação do OE em setembro/ outubro. Uma precipitação e, mais do que isso, uma precipitação evitáveis. O PR falou de mais, mas foi sincero na sua mensagem. Disse o que lhe vai na alma mas, como tal como a generalidade dos comentadores disse, excedeu-se e foi para além do necessário. A expressão dos eleitores é para respeitar e se a viragem fosse para a maioria absoluta da extrema-esquerda, a opção estaria tomada. Assim, perante o cenário que se coloca, Cavaco tomou a iniciativa e já disse que a governação está no parlamento. Parte da equação está resolvida.

Falta agora a estabilidade. O PR pode não acreditar naquilo que lhe é proposto, mas a decisão final está no parlamento e é preciso demonstrar que não funciona. O próximo PR volta a deter a “bomba atómica” e pode preparar um eventual novo ato eleitoral a partir de meados de abril.

 

Por Vítor Norinha/OJE

Recomendadas

Moedas avisa que fenómenos extremos vão-se repetir. Pede paciência até 2025

A normalidade na capital será retomada ao longo do dia, garante o presidente da autarquia, que avisa que fenómenos desta natureza se vão repetir. A solução passa por uma obra pública que só estará concluída em 2025. Trabalhos arrancam em março e pede-se “paciência” aos lisboetas.

Eutanásia: Marcelo afirma que decidirá “rapidamente” e aponta para alturas do Natal

O Presidente da República garantiu hoje que decidirá rapidamente sobre a lei da despenalização da morte medicamente assistida, que deverá ser aprovada sexta-feira no parlamento, quando receber o documento, apontando a altura do Natal como data provável.

Lisboa aprova orçamento municipal para 2023 com abstenção de PS, IL e PAN

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou a proposta de orçamento para 2023, com votos a favor de PSD, CDS-PP, MPT, PPM e Aliança, a abstenção de PS, PAN e IL e os votos contra dos restantes deputados.