Página de Facebook e site da associação Raríssimas bloqueados

A reportagem da jornalista da TVI Ana Leal, com imagem de Nuno Quá, grafismo de Rui Ribeiro e edição de imagem de João Pedro Ferreira, revelou documentos e testemunhos que põem em causa a gestão da associação por parte da sua presidente.

As plataformas digitais da Raríssimas – Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras encontram-se bloqueadas depois de a investigação da TVI “Para onde vai o dinheiro que a Raríssimas recebe?” ter trazido à tona questões sobre a gestão da associação, que recebe financiamentos do Estado.

A reportagem da jornalista da TVI Ana Leal, com imagem de Nuno Quá, grafismo de Rui Ribeiro e edição de imagem de João Pedro Ferreira, revelou documentos e testemunhos que põem em causa a gestão da associação por parte da sua presidente.

Através de depoimentos de antigos elementos da direção da Raríssimas, o trabalho jornalístico dá conta de despesas pessoais elevadas em vestuário e deslocações por parte de Paula Brito da Costa e noticia que a presidente aufere cerca de seis mil euros por mês em ordenados e despesas de representação.

Na investigação do canal de Queluz, o secretário de Estado da Saúde, que foi consultor da associação recebendo 3 mil euros por mês, e a deputada socialista Sónia Fertuzinhos, que viajou até à Noruega paga pela Raríssimas também surgem envolvidos no esquema de utilização fraudulenta de recursos associativos.

A denúncia de mais esta eventual ilegalidade envolvendo uma associação sem fins lucrativos destinada a minimizar os problemas sociais acabou por redundar numa onda de protestos que já atingiu as redes sociais – mesmo depois de a associação ter afirmado, segundo alguma imprensa, que a reportagem é uma perseguição, o que agora se está a traduzir na interrupção do website e conta de Facebook da entidade (estando apenas em funcionamento a delegação algarvia da mesma).

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