Pai de deputada do Chega renuncia ao cargo de assessor do partido depois de polémica

A Transparência Internacional Portugal considera que a nomeação “viola a lei e a ética parlamentar” que foi feita para “impedir e tornar ilegal a nomeação para órgãos políticos de familiares dos respetivos titulares”. Manuel Matias diz estar “seguro da absoluta legalidade e transparência com que o processo foi conduzido”.

Manuel Matias, pai da deputada do Chega, Rita Matias, renunciou esta sexta-feira, 29 de abril ao cargo de assessor político, que desempenhava no Grupo Parlamentar do partido, “face às notícias que têm sido veiculadas pelos órgãos de comunicação social nos últimos dias”.

A Transparência Internacional Portugal (TIP) exigiu na quinta-feira ao Parlamento esclarecimentos sobre a nomeação que conta com a assinatura do líder do partido, André Ventura. A associação não-governamental considera que “viola a lei e a ética parlamentar” que foi feita para “impedir e tornar ilegal a nomeação para órgãos políticos de familiares dos respetivos titulares”. Em comunicado, Nuno Cunha Rolo, vice-presidente da TIP disse que “não é uma lei para se aplicar somente aos outro”.

“Mesmo estando seguro da absoluta legalidade e transparência com que o processo foi conduzido, Manuel Matias pediu hoje ao presidente do Grupo Parlamentar do Chega, Dr. André Ventura, a renúncia às suas funções de assessoria política, como forma de evitar quaisquer constrangimentos adicionais ao normal funcionamento do grupo parlamentar”, informou o comunicado do partido de extrema-direita.

Ventura já aceitou o pedido de renúncia “agradecendo a Manuel Matias o empenho, o esforço e a dedicação colocada ao serviço da representação parlamentar do Chega, não só nesta legislatura, como na anterior”.

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