PAIGC não integra novo governo da Guiné-Bissau

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) não chegou a acordo para integrar o novo governo da Guiné-Bissau, mas mantém a porta aberta ao diálogo, disse Manuel do Santos.

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) não chegou a acordo para integrar o novo governo da Guiné-Bissau, mas mantém a porta aberta ao diálogo, disse Manuel do Santos, dirigente do partido.

“Mantemos a porta aberta ao diálogo, mas precisamos de realizar o nosso congresso e que a medida de coação imposta ao líder do partido seja retirada”, afirmou Manuel dos Santos, também conhecido por comandante Manecas. O Ministério Público da Guiné-Bissau mantém ao líder do partido, Domingos Simão Pereira, uma medida de coação que o impede de sair do país.

Domingos Simões Pereira é deputado do parlamento guineense e tem imunidade parlamentar, que a Assembleia Nacional Popular recusou por sucessivas vezes levantar a pedido do Ministério Público guineense.

O PAIGC venceu as eleições legislativas de março de 2019, sem maioria absoluta, e formou um Governo de coligação com a Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), União para a Mudança e Partido da Nova Democracia.

A APU-PDGB acabaria por abandonar a coligação e juntar-se à oposição no apoio à candidatura de Umaro Sissoco Embaló às presidenciais que decorreram no final de 2019.

Na sequência da sua tomada de posse, Umaro Sissoco Embaló demitiu o Governo do PAIGC e formou um outro com o Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Partido de Renovação Social (PRS), APU-PDGB, e vários movimentos que apoiaram a sua candidatura na segunda volta das presidenciais.

Após as eleições presidenciais, o candidato apoiado pelo partido Domingos Simões Pereira interpôs um recurso de contencioso eleitoral, que decorreu durante vários meses.

O PAIGC acabou por reconhecer os resultados eleitorais, mas exigiu sempre que o chefe de Estado tomasse posse formalmente como Presidente numa cerimónia na Assembleia Nacional Popular.

Umaro Sissoco Embaló, reconhecido pela Comissão Nacional de Eleições como o vencedor das presidenciais, tomou posse em fevereiro de 2020, numa cerimónia que decorreu sem a presença do presidente do parlamento. A posse foi conferida pelo então primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional Popular e atual primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam.

O novo governo hoje apresentado é, tal como o anterior, constituído por elementos do PRS, do Madem-G15 e pela APU-PDGB, liderado pelo primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, que foi reconduzido no cargo.

O presidente Umaro Sissoco Embaló dissolveu em 16 de maio o parlamento da Guiné-Bissau e marcou eleições legislativas para 18 de dezembro.

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