Painéis de São Vicente inspiram cerveja de edição limitada

Uma parceria inédita juntou o Museu Nacional de Arte Antiga e a cervejeira Dois Corvos na criação de uma cerveja que traz no seu ADN tradição e inovação.

O que têm em comum o Museu Nacional de Arte Antiga e a cervejeira Dois Corvos? Sem pensar muito, o que vem à cabeça é a cidade de Lisboa. Daqui extrapolamos para os dois corvos pousados numa barca, que figuram no brasão da cidade. Aqui chegados, vem uma nova associação de ideias: os famosos Painéis de São Vicente, peça central do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), que atualmente estão a ser restaurados por uma equipa composta por dezenas de especialistas, nacionais e internacionais, num projeto que só deverá ser concluído em 2024.

Esta “ausência” esteve na origem da ideia de transpor os painéis para o rótulo de uma nova cerveja, numa parceria inédita entre o MNAA e a cervejeira Dois Corvos. Assim nasceu a VICENTES, uma Barleywine de edição limitada, com um grau alcoólico de 14%. O alto teor alcoólico justifica-se por esta cerveja ter sido produzida com base na mais antiga receita de que há registo. O que quer isto dizer? Que os seus sabores remontam aos primórdios desta bebida.

Dizem os seus autores que, no palato, se decifram notas de pão, mel, melaço, caramelo e toffee, particularidades que poderão recordar aos apreciadores (e conhecedores) das cervejas trapistas da Bélgica, algumas das suas características.

O desafio lançado pela Dois Corvos, que recorreu à lenda dos corvos para afirmar Lisboa no seu nome e identidade gráfica, gerou a VICENTES, e que procura diferenciar-se no mercado cervejeiro através das estórias que a cidade tem para contar.

Esta cerveja de edição limitada está disponível no bar do MNAA, no Taproom e na loja virtual da Dois Corvos.

 

Dois corvos e um santo que é padroeiro de Lisboa

Reza a lenda que D. Afonso Henriques foi avisado de que existiam vários cristãos entre os prisioneiros feitos numa batalha contra os Mouros. Chamados à presença do rei, um deles, já muito velho, contou-lhe a sua história e confidenciou-lhe que tinham enterrado o corpo de São Vicente num local secreto. Terminada a narrativa, pediu ao rei que resgatasse o corpo do mártir para um local seguro.

D. Afonso Henriques resolveu viajar com o cristão a caminho de S. Vicente, mas este morreu durante a viagem. Sem saber o local exato onde estava o santo, D. Afonso Henriques aproximou-se das ruínas do antigo templo. Avistou então um bando de corvos que sobrevoavam um certo lugar. Os seus homens aí escavaram e encontraram o sepulcro de S. Vicente, escondido na rocha.

Trouxeram o corpo do santo de barco para Lisboa e durante toda a viagem foram acompanhados por dois corvos, cuja imagem ainda hoje figura nas armas da cidade, testemunhando esta história extraordinária.

O Santo Padroeiro de Lisboa é a figura central (e duplicada) nos Painéis de São Vicente, peça emblemática da coleção permanente do MNAA.

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