Países Baixos fecham escolas primárias

As escolas encerrarão a partir de 20 de dezembro, ou seja, uma semana antes do início das férias de Natal, porque as crianças, em cujas idades as taxas de covid-19 são as mais elevadas, poderão contagiar os membros mais idosos das respetivas famílias,

Amesterdão

O primeiro-ministro neerlandês, Mark Rutte, anunciou esta terça-feira o encerramento das escolas primárias na próxima semana e o prolongamento até 14 de janeiro das atuais restrições sanitárias de combate à pandemia de covid-19, devido à nova variante Ómicron.

As escolas encerrarão a partir de 20 de dezembro, ou seja, uma semana antes do início das férias de Natal, porque as crianças, em cujas idades as taxas de covid-19 são as mais elevadas, poderão contagiar os membros mais idosos das respetivas famílias, declarou Rutte numa conferência de imprensa em Haia.

“Não é, evidentemente, a mensagem feliz que esperávamos quando se aproxima o Natal. Mas não é uma surpresa”, prosseguiu.

“Não podemos ignorar os alertas sobre a variante Ómicron”, acrescentou.

O Governo vai também prolongar até 14 de janeiro as atuais restrições sanitárias, entre as quais o encerramento das lojas não-essenciais, bares e restaurantes, todos os dias entre as 17:00 e as 05:00, e a limitação a quatro do número de convidados que os cidadãos neerlandeses podem receber em casa.

As medidas entraram em vigor a 28 de novembro, por um período inicial de três semanas.

Os casos de covid-19 são em maior número entre os alunos do ensino básico, indicaram hoje as autoridades sanitárias.

O executivo neerlandês decidiu fechar as escolas porque “existe grande preocupação com o surgimento da variante Ómicron, que se propaga rapidamente”.

“Como as férias de Natal começam diretamente no Natal este ano, as crianças poderiam contagiar sem saber os seus familiares mais idosos, o que causaria demasiada pressão sobre os hospitais”, declarou o Governo em comunicado.

As restrições sanitárias de combate à pandemia de covid-19 impostas pelo Governo neerlandês são cada vez mais impopulares, tendo originado motins em cidades como Roterdão e Haia durante várias noites em novembro.

A covid-19 causou pelo menos 5.311.914 mortes em todo o mundo, de entre mais de 269 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência noticiosa France-Presse (AFP), com base em dados oficiais.

Em Portugal, morreram, desde março de 2020, 18.687 pessoas e foram contabilizados 1.200.193 casos de infeção, de acordo com dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como “preocupante” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral e, desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 57 países de todos os continentes, incluindo Portugal.

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