PremiumPaíses ocidentais com fortes reservas face à coligação em Israel

A colocação de um extremista, racista e adepto da violência na direção do ministério que trata da segurança interna do país é considerado um desastre em potencial. A não ser que Netanyahu queira fazer com Itamar Ben-Gvir o mesmo que fez há uns anos com Ben Gantz.

Algumas das principais chancelarias do ocidente estão a tentar convencer o próximo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a não dar uma posição de destaque a Itamar Ben-Gvir, líder de uma das formações de extrema-direita profundamente racista que irá ter de participar na coligação, sob pena de o executivo não se tornar uma realidade.

Netanyahu correspondeu aos pedidos de contenção – que lhe chegaram de lugares tão inesperados como o Departamento de Estado norte-americano, liderado por Antony Blinken – afirmando que será ele a comandar o próximo executivo e os partidos extremistas serão por si monitorizados a todo o instante, para não haver excesso. “Israel não vai ser governado pelo Talmud”, disse. No momento seguinte, e sem que para já tenha sido desmentido, a comunicação social israelita dava conta de que Itamar Ben-Gvir será o próximo ministro do Interior – com o pelouro, entre outros, da segurança nacional. “É como colocar a raposa dentro do galinheiro’ disse um analista ao Jornal Económico.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

Recomendadas

PremiumPatrões querem que todas as despesas de teletrabalho fiquem isentas de IRS

Governo estuda fixar um valor até ao qual as despesas de teletrabalho estão livres de IRS. Patrões consideram positivo, mas avisam: ideal seria todos os pagamentos estarem isentos.

PremiumTaxa dos sacos de plásticos rende 2,1 milhões em sete anos

Receita arrecadada com a contribuição sobre os sacos de plástico leves nunca chegou sequer perto da estimativa do Governo. Retalhistas mudaram gramagem dos sacos, escapando à tributação.

PremiumSem alternativas ao plástico, retalho recusa fim dos sacos ultraleves

A partir de junho, está proibida a disponibilização de sacos de plástico ultraleves para embalamento ou transporte de pão, frutas e legumes. A APED contesta-o, frisando que não há alternativas adequadas.
Comentários