PAN defende regulamentação da Zona Franca e critica monopólio da mercadoria na Madeira

O partido considera que a Zona Franca “deve-se manter, ser regulamentada, valorizada e ter uma administração competente e responsável, pois pode, de facto, ser uma ferramenta de criação de emprego e de riqueza”.

O PAN Madeira esteve de visita a Machico. O partido aproveitou essa deslocação para abordar os principais desafios do município. Entre os temas abordados destaca-se a Zona Franca sobre a qual a força partidária diz que precisa de regulamentação e ainda criticou o monopólio da mercadoria que existe na Madeira que leva a que os preços de produtos básicos sejam os mais caros do país.

“A nossa visão sobre a Zona Franca é que a mesma deve-se manter, ser regulamentada, valorizada e ter uma administração competente e responsável, pois pode, de facto, ser uma ferramenta de criação de emprego e de riqueza”, diz o partido.

O PAN Madeira procurou visitar o porto de contentores do Caniçal, mas acabou por não ver autorizada a entrada. Contudo o partido defendeu que a mercadoria que chega à Madeira “não pode estar” monopolizada, “pois é devido a este monopólio que os preços dos produtos básicos na nossa região são os mais caros do todo nacional”.

O partido considera que a entrega do porto do Caniçal  a um concessionário é um “grande erro” pois dá ao tal grupo que o gere a “total liberdade para decidir o que entra e/ou sai da nossa região, assim como aos preços praticados”.

Para o PAN o governo tem, em regiões sensíveis como a Região Autónoma da Madeira, “sensíveis e incapazes” de albergar competição em setores específicos e exigentes em volume e capital, “a obrigação de conduzir, de forma idónea e acessível, sectores que, de outra forma, seriam consumidos pelo capitalismo desenfreado. Para os mais críticos e que apelidarão uma tal atitude como “comunismo” e “Venezuela”, é a própria União Europeia (UE), em tempos estranhos, a decidir por travões, limites e tetos a sectores como o da energia, por exemplo”.

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