Pandemia leva a perdas combinadas de 87 mil milhões nas 30 maiores empresas do mundo ligadas ao turismo

Tanto companhias aéreas, como hotéis, casinos ou companhias de cruzeiros tiveram um ano para esquecer em 2020, sendo que a expectativa, em muitos casos, é que 2021 continue a ser um ano de prejuízos.

“2018 trará uma enorme quantidade de oportunidades para que as marcas se envolvam com os seus clientes ao longo de todo o ciclo de procura e compra. No entanto, é o consumidor quem vai escolher como se quer relacionar com elas. Com as necessidades dos viajantes a alterarem-se, a abordagem “um tamanho serve a todos” vai deixar de funcionar. As marcas terão de incorporar outras ferramentas nos seus pontos de contacto, como o chat ou o messenger, de forma a melhorar a experiência de consumo e a descobrir a melhor forma de “falar” com os clientes. Por outro lado, a tendência de aplicações all-in-one – ou seja, a “combinação” de dados dos segmentos (hotéis, rent-a-car, etc.) com o itinerário do viajante – estará cada vez mais presente”.

A pandemia e as restrições à circulação a que esta tem obrigado geraram perdas de cerca de 87 mil milhões de euros entre as 30 maiores empresas do sector, das quais 23 nem têm como expectável o regresso aos lucros em 2021, noticia o jornal espanhol “El Economista”.

Com base num estudo da FactSet, as companhias aéreas apresentam-se como as maiores perdedoras da pandemia no sector do turismo, passando de lucros agregados de 16,5 mil milhões de euros em 2019 para perdas acumuladas de 56,5 mil milhões este ano.

A American Airlines foi a mais penalizada, com 7.853 milhões de prejuízos. Seguem-se a United, com prejuízos de 6.886 milhões de euros, o consórcio Air France-KLM, que perdeu 6.868 milhões de euros, e a Lufthansa, que também registou perdas acima dos 6 mil milhões.

A expectativa de retoma do mercado é, agora, só para lá de 2021, sendo que a Europa se apresenta como o continente mais afetado. A inexistência de uma abordagem coordenada à pandemia no Velho Continente tem dificultado a retoma das viagens internacionais dentro do espaço económico europeu, além da recorrente imposição de quarentenas e isolamentos.

“As nossas previsões para este ano e o próximo são um desastre para a aviação europeia”, destacou o vice-presidente para a Europa da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), Rafael Schvartzman. “As restrições fronteiriças e as quarentenas têm empatado a procura e a região tem sido a mais atingida. Existe otimismo em torno da vacina, mas é improvável que tal dê resultados a tempo de evitar milhares de despedimentos a não ser que os governos tomem medidas”, concluiu.

Também os casinos e cruzeiros se apresentam como grandes perdedores da crise pandémica, com os resorts turísticos de Las Vegas e Macau a figurarem na lista de perdedores acima dos mil milhões de euros de prejuízos. As cadeias internacionais de hotéis completam a lista, com grupos como a Accor ou a Meliá a reagirem pior do que os Hilton ou Marriott, sendo que estes últimos antecipam lucros já em 2021, enquanto que os primeiros não deverão retornar aos ganhos até 2023.

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