Papa pede “responsabilidade” aos políticos italianos nas eleições de setembro

O papa elogiou Mario Draghi, reconhecendo que “ninguém pode negar” que o primeiro-ministro é uma figura “de grande qualidade internacional”. Mas disse não se querer envolver.

Tony Gentile / Reuters

O papa Francisco pediu “responsabilidade” às forças políticas italianas antes das eleições gerais antecipadas para 25 de setembro após a queda do Governo de Mario Draghi por falta de apoio de partidos da coligação governamental.

Francisco fez este pedido durante uma conferência de imprensa a bordo do avião no regresso de uma viagem de seis dias ao Canadá, embora tenha afirmado que não queria envolver-se na política interna italiana, quando questionado sobre como tinha vivido a queda de Draghi.

“Só fiz uma pergunta seca a um dos colaboradores: quantos governos a Itália teve neste século? A resposta foi vinte. Esta é a minha resposta. Resolvido”, acrescentou o santo padre católico.

O papa elogiou Draghi, reconhecendo que “ninguém pode negar” que aquele responsável é uma figura “de grande qualidade internacional”, que foi presidente do Banco Central Europeu e “com uma grande carreira”.

Ao ser questionado sobre o que pediria aos partidos nesta campanha eleitoral, o papa pensou um pouco e respondeu: “Responsabilidade”.

O Governo de Mario Draghi em Itália durou 17 meses e a legislatura deveria ter terminado na primavera do próximo ano, mas a falta de apoio parlamentar acabou com seu executivo.

Draghi apresentou renúncia há 15 dias após o voto de confiança – que enfrentou após a saída do Governo do “Movimento 5 Estrelas” – não ter sido apoiado pela Liga e pelo Forza Itália, que faziam parte da coligação do Governo.

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