Paquistão: protestos contra atentado a Imran Khan provocam novos distúrbios

Manifestações em todo o país foram convocadas um dia depois de o ex-primeiro-ministro ter sofrido o que parece ter sido uma tentativa de assassínio.

Paquistão

Um dia depois de o ex-primeiro-ministro do Paquistão Imran Khan ter saído ferido por uma arma de fogo ni que parece ter sido uma tentativa de assassínio durante a chamada ‘Longa Marcha’ de protesto contra o governo, o seu partido convocou manifestações contra o atentado, de que resultaram novos distúrbios.

O Partido Paquistão Tehreek-e-Insaf (PTI) informou entretanto que o ex-primeiro-ministro foi levado para a cidade de Lahore, onde foi operaram durante a noite, permanecendo estável – a pontos de ter convocado uma conferência de imprensa para o final desta sexta-feira.

Enquanto os líderes do PTI Asad Umar e Fawad Chaudhry chamavam os militantes para as manifestações, Musarrat Jamshed Cheema, outro membro da formação, dizia, citado pela Al Jszeera, que o partido realizará um debate interno sobre a estratégia futura.

“É nossa decisão, em princípio, que a marcha não pare. Pode mudar a sua forma, mas continuaremos a nossa luta pela liberdade”, disse Cheema. Para já, essa luta resultou em vários episódios de violência, com tiroteios de que resultaram feridos, mas, para já, nenhuma morte. Mesmo assim, as autoridades do governo central manifestaram já preocupação pela segurança do país.

O PTI acusa o primeiro-ministro Shehbaz Sharif (ex-aliando de Kahn), o ministro do Interior Rana Sanaullah e os serviços sectretos liderados pelo major-general Faisal Naseer de responsabilidade pelo atentado.

“É um assunto extremamente sério… Encarregámos a nossa equipa jurídica de investigar o assunto”, disse o mesmo responsável partidário à estação televisiva do Médio Oriente.

Em conferência de imprensa, o governo descreveu as alegações como infundadas e pediu às autoridades provinciais do Punjab que formassem uma equipa de investigação para apurar o que se passou.

Por outro lado, dirigindo-se à Assembleia Nacional, o ministro da Defesa Khawaja Asif disse que se o PTI acredita que houve uma conspiração por trás do ataque a Khan, deve ser descoberta imediatamente. Mas Chaudhry Pervez Elahi, ministro-chefe do Punjab, expressou dúvidas de que o agressor – já preso – não estivesse sozinho.

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