Parceiros sociais voltam hoje a discutir aumento do salário mínimo para 2019

O aumento do salário mínimo em 2019 volta esta sexta-feira à Concertação Social, tendo o Governo assumido que 600 euros é “um ponto de partida” e que não se oporá a um valor superior desde que haja acordo entre parceiros sociais.

Miguel A. Lopes / Lusa

O aumento do salário mínimo em 2019 volta esta sexta-feira à Concertação Social, tendo o Governo assumido que 600 euros é “um ponto de partida” e que não se oporá a um valor superior desde que haja acordo entre parceiros sociais.

O montante previsto para o próximo ano no programa do Governo é de 600 euros, mas as centrais sindicais reclamam uma subida dos atuais 580 euros para 615 euros, no caso da UGT, e para 650 euros, do lado da CGTP.

Porém, do lado das confederações patronais, tanto a CIP – Confederação Empresarial de Portugal, como a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) têm defendido que não há condições para as empresas suportarem um valor acima de 600 euros devido à elevada carga fiscal.

Na primeira reunião da Concertação Social sobre o tema, em 13 de novembro, o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, disse que o “ponto de partida” para a negociação é o aumento para 600 euros a partir de 2019, tal como está no programa do Governo.

Porém, Vieira da Silva admitiu ir mais além, desde que haja entendimento entre os parceiros sociais, uma tarefa que se adivinha difícil tendo em conta as posições das centrais sindicais e das confederações patronais.

“Se criarmos condições para que haja um entendimento alargado de que será vantajoso um outro valor [acima de 600 euros], não será o Governo que se irá opor”, disse então o ministro do Trabalho.

“Aquilo que estamos disponíveis é para aceitar a proposta do Governo de 600 euros”, afirmou o presidente da CIP, António Saraiva, acrescentando que qualquer valor superior teria de ter em conta medidas no Orçamento do Estado com vista a aliviar a carga fiscal das empresas.

Já o presidente da CCP, João Vieira Lopes, lembrou que nunca foi contra a subida do salário mínimo e que as empresas estão “preparadas” para que a remuneração suba para os 600 euros no próximo ano.

“Agora, com esta carga fiscal, não vemos condições” para que o valor possa ser superior, realçou Vieira Lopes.

Relacionadas

Salário mínimo acima de 600 euros? “Não é viável”, defendem ‘patrões’

O presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, que em julho admitiu que as empresas poderiam ir além dos 600 euros, considerou que afinal não há condições para ultrapassar esse valor.

Costa: “O salário médio das famílias aumentou 3,4% sem que o investimento fuja”

O primeiro-ministro, António Costa, disse que o salário médio das famílias aumentou 3,4% sem que o investimento tenha ficado comprometido e falou sobre as greves dos diversos funcionários da administração pública.

Ministro afirma que salário mínimo de 600 euros em 2019 “é ponto de partida”

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, falava à saída da reunião da Concertação Social, em Lisboa, onde começou esta tarde a ser discutido o aumento do salário mínimo nacional para 2019. Atualmente é de 580 euros.
Recomendadas

PremiumEUA e zona euro vão ter uma “aterragem dura” na pista da recessão no próximo ano

A subida das taxas de juro para controlar a inflação vai ter forte impacto na economia em 2023. Alemanha afunda acima da média, com China a crescer acima do previsto.

PremiumJoão Caiado Guerreiro: “Os vistos gold têm sido extremamente positivos para o país”

Área de Imigração deverá continuar a ser das mais dinâmicas da Caiado Guerreiro, apesar do anunciado fim dos vistos ‘gold’. Processo para cobrar cinco milhões de euros em honorários à Pharol vai a julgamento em fevereiro.

Custo de cabaz alimentar de bens básicos aumentou 21% para adultos num ano, diz BdP

O banco central revela que entre outubro de 2021 e outubro de 2022, o custo mensal médio e mediano de um cabaz básico de consumo alimentar para um adulto com cerca de 40 anos aumentou 21% e 24%, respetivamente.
Comentários