Parecer de declaração de registo de interesses de Jamila Madeira foi adiado e nunca chegou a ser votado

O pedido de emissão de parecer sobre a declaração de registo de interesses de Jamila Madeira foi adiado por falta de documentação e mesmo depois de ter sido novamente reagendado não chegou a ser nem debatido, nem votado.

A socialista Jamila Madeira acumulou remuneração enquanto deputada, mas também a trabalhar para a REN, conforme foi noticiado no fim de semana. A própria Jamila Madeira pediu parecer sobre a sua declaração de registo de interesses, no entanto, a Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados (CTED) aponta que o parecer foi adiado e nunca sequer chegou a ser votado.

“Em 28 de julho de 2022, a deputada Jamila Madeira dirigiu à CTED um pedido de emissão de parecer sobre a sua declaração de registo de interesses no que à relação laboral com REN Serviços”, recorda a comissão.

Depois, a 21 de setembro de 2022, o pedido foi distribuído ao Grupo de Trabalho do Registo de Interesses para elaboração de parecer. A 2 de Dezembro de 2022 foi pedido “documentação adicional que foi remetida em 16 de dezembro de 2022, de acordo com os procedimentos habituais”.

O projecto foi novamente agendado, mas segundo a CTED “o mesmo foi adiado nessa reunião, não tendo havido discussão nem votação”.

Em declarações, ao Jornal Económico, Jamila Madeira referiu que “o último pedido de parecer foi feito há seis meses e como ainda não tinha obtido qualquer resposta, em dezembro pediu exclusividade [enquanto deputada] e suspendeu as suas funções na REN serviços”.

A socialista garante que sempre procurou “deixar claro” e que sempre tratou com “máxima lisura este processo”.

 

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