Parlamento aprova dois votos de pesar pela morte de Fidel, mas sem unanimidade

Vários deputados do PS, PSD e CDS-PP votaram em sentido diferente dos respetivos grupos parlamentares.

A Assembleia da República aprovou, ao início da tarde, logo após a votação do Orçamento do Estado para 2017, dois votos de pesar pela morte do líder histórico cubano Fidel Castro, que faleceu na noite de sexta-feira. Os textos propostos pelo PS e pelo PCP não foram, contudo, aprovados por unanimidade.

O texto do PCP foi aprovado pelos comunistas, pelo Bloco de Esquerda (BE) e pelo Partido Os Verdes (PEV), com a abstenção do PS, PSD e PAN e o voto contra do CDS-PP. A proposta socialista teve votos a favor do PS, BE, PCP e PEV, abstenção do PSD e do PAN e voto contra do CDS-PP.

Vários deputados do PS, PSD e CDS-PP votaram em sentido diferente ao grupo parlamentar, sem que o sentido final da votação se alterasse. Outros optaram por não se associar a estes textos, ressalva o Expresso. Sérgio Sousa Pinto, deputado do PS e presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros, foi um deles e justificou, ao semanário, a sua opção: “Devo ao 25 de Abril ter crescido em liberdade e democracia. Não me vou prostrar em homenagem a um ditador que negou ao seu povo o que eu prezo acima de tudo.”

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