Parlamento russo endurece punições por crimes como renúncia em participar na guerra

Entre os crimes poderá estar a renuncia em participar na guerra, danos à propriedade militar e insubordinação

Reuters

O parlamento da Rússia aprovou, nesta terça-feira, um projeto de lei para endurecer as punições para um conjunto de crimes como a renúncia em participar na guerra, danos à propriedade militar e insubordinação durante situações de mobilização ou combate militar.

De acordo com a “Reuters”, a lei, aprovada na segunda e terceira leituras na terça-feira pela câmara baixa do parlamento, a Duma, surge durante o debate dentro da Rússia sobre uma possível mobilização, um passo que poderia aumentar significativamente o conflito na Ucrânia.

Putin parece determinado em manter e até aumentar as suas tropas. De recordar que, em maio, Vladimir Putin tinha assinado uma lei que abolia o limite de idade para servir no exército, permitindo assim alargar até aos 65 anos.

Em agosto, uma autoridade norte-americana disse à “Associated Press” que Moscovo estava a tentar resolver a falta de militares, obrigando soldados feridos no início da guerra a regressar para o combate.

Ao mesmo tempo, Putin exigia que os militares russos aumentassem o número de tropas em 137.000, para um total de 1,15 milhões. O decreto não indicava se os militares iam reforçar as fileiras ao convocar um número maior de recrutas, se iam aumentar o número de soldados voluntários ou se haveria uma combinação de ambos.

Também em agosto, o governo dos EUA afirmou que 80 mil soldados russos foram mortos ou feridos na Ucrânia. “Os russos perderam provavelmente 70.000 ou 80.000 soldados em menos de seis meses”, disse o secretário-adjunto da Defesa, para além de terem perdido, até àquela data, “3.000 ou 4.000” veículos blindados.

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