Parque das Nações à Frente

No próximo domingo, somos chamados às urnas eleitorais para com o nosso voto, decidir entre uma via prudente assente na estabilidade que tem feito crescer a economia e a capacidade das empresas, as únicas capazes de criar mais emprego qualificado. Ou optar em sentido inverso, por uma alternativa ideológica errática, em deriva de promessas à […]


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No próximo domingo, somos chamados às urnas eleitorais para com o nosso voto, decidir entre uma via prudente assente na estabilidade que tem feito crescer a economia e a capacidade das empresas, as únicas capazes de criar mais emprego qualificado.

Ou optar em sentido inverso, por uma alternativa ideológica errática, em deriva de promessas à medida das plateias e baseada em cálculos pouco consolidados que convida o país a regressar ao passado humilhante que os portugueses querem esquecer e enterrar de vez.

No Parque das Nações sabe-se bem o que significa a “palavra dada” pelo agora candidato do PS a chefe de governo que gosta de dizer é “palavra honrada”. No final de 2012, António Costa afirmou “…quem mora, trabalha e investiu no Parque das Nações tem obviamente direito de exigir o mesmo padrão de qualidade elevado que teve até aqui e que se vai manter (…) e não há nenhuma razão para que seja agora pior do que era anteriormente.” Disse ainda “ Para que tudo decorresse de uma forma tranquila e normal, a Parque Expo manteve os contratos de prestação de serviços, esses contratos foram transferidos para a câmara de lisboa e tudo continuará a decorrer como até aqui”.

Mas nada disso veio a acontecer. Pelo contrário, o município apostou na descontinuidade dos parâmetros de qualidade na manutenção urbana do Parque das Nações e logo que pôde, substitui prestadores competentes por serviços “low cost”. Por falta de visão e talvez falta de vontade política, a CML não soube aproveitar o exemplo de boa prática da extinta PEGU que geria de modo integrado todas as competências da gestão do espaço público. Ao invés, foi imprudente ao optar por dividir responsabilidades dentro da mesma área de competência, com a junta de freguesia entretanto criada. Essa ficou nas mãos de um movimento mais incongruente que independente, uma equipa que se veio a revelar inexperiente, sacudindo culpas para a câmara. Foi assim até ao momento em que se entrega ao PS, coligando-se localmente. A partir daí anunciam em uníssono que a culpa afinal é da Parque-Expo.

A perca de qualidade de vida no Parque das nações é factual e não seria necessário o diagnóstico recente para comprovar que a queda abrupta dos cânones da gestão urbana, é a principal preocupação de 75% dos residentes. Aliás, isso foi demonstrado por uma concentração popular à porta da sede da junta como forma de protesto pela morte anunciada dos espaços verdes da freguesia e uma assembleia de freguesia extraordinária requerida por + de 650 fregueses, onde perante a enorme onda de contestação indignada, o vice-presidente Duarte Cordeiro assumiu as responsabilidades da CML pela degradação do espaço público.

Pretende ter à frente do país um ex-autarca, cuja fama de bom gestor contou com ajudas extraordinárias? A maior foi a quantia paga pelos terrenos do aeroporto (da qual cerca de 100M€ eram destinados a pagar dívidas e infra estruturas à Parque Expo). Não satisfeito António Costa lança a taxa Municipal da Proteção Civil com que a CML pretende arrecadar 18,9 milhões de euros, ano. Uma medida tida pelos proprietários como anticonstitucional, pois os munícipios estão inibidos de criar impostos. Antes de avançar habilidosamente junta a taxa anual de Conservação e Manutenção de Esgotos à taxa do Saneamento cobrada junto com a conta da água e que permite ao município continuar a auferir e por antecipação a antiga taxa.

Aqui no Parque foi displicente, desperdiçando a oportunidade concedida pela Parque-Expo em diploma relativo à transferência da gestão urbana que permitia ao município corrigir a depreciação de algumas das infra estruturas transmitidas em 2012 e receber da PE um valor que seria pago por desconto no total que a CML se obrigou a liquidar à Parque-Expo. Nem assim houve vontade ou capacidade de requalificar os erros que os próprios serviços detetaram.

Devem ainda os eleitores confiar em políticos que na primeira oportunidade debandam dos mandatos autárquicos a que se candidataram? Em Lisboa após o abandono de António Costa que levou consigo a vereadora Graça Fonseca, foi a vez de Duarte Cordeiro suspender o seu importante mandato para imagine-se, ir dirigir a campanha socialista.

No dia 4 de outubro, não pode haver meias-tintas, ou preferimos seguir em frente ou optam por um caminho para o retrocesso anunciado. Eu já fiz a minha escolha.

José Teles Baltazar

Gestor / Eleito na Assembleia de Freguesia do Parque das Nações

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