Particulares reduziram aplicações em fundos de investimento em 500 milhões no terceiro trimestre

A redução é justificada por dois fatores, segundo o BdP. “Por um lado, pela desvalorização das unidades de participação, em 0,3 mil milhões, motivada pela desvalorização dos títulos de dívida e de capital detidos pelos fundos. Por outro lado, pelo facto de o montante de unidades de participação amortizadas ter superado, em 0,4 mil milhões de euros, o montante emitido”.

Os particulares reduziram as aplicações em fundos de investimento em 500 milhões de euros no terceiro trimestre, contribuindo para uma redução de 2,5 mil milhões de euros desde o início de 2022, revela o Banco de Portugal que ressalva que, para estas estatísticas, são considerados os fundos imobiliários e os fundos mobiliários, que incluem fundos de ações, de obrigações, fundos mistos e outros fundos.

A redução do valor total das unidades de participação emitidas é justificada por dois fatores, segundo o regulador financeiro, “por um lado, pela desvalorização das unidades de participação, em 0,3 mil milhões de euros, motivada pela desvalorização dos títulos de dívida e de capital detidos pelos fundos. Por outro lado, pelo facto de o montante de unidades de participação amortizadas ter superado, em 0,4 mil milhões de euros, o montante emitido”.

No final do terceiro trimestre de 2022, as unidades de participação emitidas pelos fundos de investimento totalizavam 33,2 mil milhões de euros. “Este valor é inferior em 0,6 mil milhões de euros ao registado no final do segundo trimestre de 2022”, diz a nota do BdP.

“Desde o início do ano, verificaram-se decréscimos sucessivos do valor total das unidades de participação emitidas (3,3 mil milhões de euros), com exceção do mês de julho”, acrescenta o Banco de Portugal.

Uma análise por tipo de fundo mostra que, tal como nos dois primeiros trimestres do ano, os fundos de obrigações foram aqueles que mais desvalorizaram, seguidos dos fundos mistos e dos fundos de ações.

Já os fundos imobiliários e os fundos de obrigações foram os principais fundos com amortizações de unidades de participação superiores às emissões.

O Banco de Portugal revela que, desde o início do ano, as unidades de participação emitidas pelos fundos mobiliários apresentaram desvalorizações de 2,5 mil milhões de euros. Os fundos de ações foram os únicos cujo valor das unidades de participação emitidas superou o valor das amortizações (em 400 milhões de euros).

Durante o terceiro trimestre de 2022, os particulares reduziram as suas aplicações em fundos de investimento em 500 milhões de euros, o que contribuiu para uma redução de 2,5 mil milhões de euros desde o início do ano.

No final de setembro, os particulares detinham 51% do total de unidades de participação emitidas, mantendo-se como o principal sector investidor em fundos de investimento.

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