Particulares reduziram aplicações em fundos de investimento em 800 milhões no 1º trimestre

No final do primeiro trimestre de 2022, as unidades de participação emitidas pelos fundos de investimento totalizavam 34,4 mil milhões de euros. Este valor é inferior em 1,1 mil milhões de euros ao registado no final de 2021. Trata-se, aliás, da primeira redução que se observa desde o final do primeiro trimestre de 2020.

O Banco de Portugal publicou as estatísticas de fundos de investimento atualizadas para março de 2022, nelas é referido que os particulares reduziram as suas aplicações em fundos de investimento em 800 milhões de euros no primeiro trimestre de 2022. “Durante o primeiro trimestre de 2022, os particulares reduziram as suas aplicações em fundos de investimento em 0,8 mil milhões de euros. No final de março, os particulares detinham 54% do total de unidades de participação emitidas, mantendo-se como o principal setor investidor em fundos de investimento”, refere o BdP.

Para estas estatísticas, são considerados os fundos imobiliários e os fundos mobiliários, que incluem fundos de ações, de obrigações, fundos mistos e outros fundos, ressalva o BdP.

No final do primeiro trimestre de 2022, as unidades de participação emitidas pelos fundos de investimento totalizavam 34,4 mil milhões de euros. Este valor é inferior em 1,1 mil milhões de euros ao registado no final de 2021. Trata-se, aliás, da primeira redução que se observa desde o final do primeiro trimestre de 2020.

Esta redução acontece num contexto do conflito a leste, com pesadas sanções da UE e EUA à Rússia.

Uma análise por tipo de fundo mostra que os fundos de obrigações foram os que perderam mais valor. Os fundos de ações foram os únicos cujo valor das unidades de participação emitidas superou o valor das amortizações.

O Banco de Portugal explica que a redução do valor total das unidades de participações emitidas foi justificada por dois fatores. Por um lado, pela desvalorização das unidades de participação, em 0,6 mil milhões de euros, motivada pela desvalorização dos títulos de dívida e de capital detidos pelos fundos. Por outro lado, pelo facto de o montante de unidades de participação amortizadas ter superado, em 0,5 mil milhões de euros, o montante emitido.

 

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