Passes da Carris mais baratos em fevereiro, clarifica Fernando Medina

Presidente da Câmara de Lisboa afirma que nunca falou no dia 1 de janeiro, e explica que o preço dos passes para crianças e idosos vai baixar no mês seguinte.

O presidente da Câmara de Lisboa clarificou esta quinta-feira que a descida no preço dos passes da Carris vai ter efeito no dia 1 de fevereiro, depois do autarca ter sido acusado pelo vereador do CDS-PP de estar a enganar os lisboetas. Em declarações à TSF, Fernando Medina recordou que tinha referido o início de 2017, mas nunca prometeu que a descida seria precisamente a 1 de janeiro.

“Anunciei que as medidas entrariam em vigor no início do ano e, por questões técnicas, os nossos tarifários entram em vigor no dia 1 de fevereiro”, explicou o autarca. “Foi a adaptação do sistema para essas medidas entrarem, como outras medidas que irão entrando em vigor ao longo dos três anos de desenvolvimento da operação”.

Crianças dos quatro aos 12 anos vão deixar de pagar pelo passe, enquanto para jovens dos 13 aos 18 anos, o passe continuará a custar 26,75 euros mensais. Vai haver também alterações no custo do passe para idosos, que passa a 15 euros, uma descida dos atuais 26,75 euros mensais. No entanto, o vereador João Gonçalves Pereira tinha acusado Medina de propaganda enganosa ao prometer passes mais baratos para crianças até aos 12 anos e para idosos logo no início do ano.

Sobre estas críticas, o presidente da Câmara contra-atacou e lembrou o passado do CDS-PP em relação aos transportes públicos. “O CDS foi um ativo agente na cidade e foi cúmplice no país de uma tentativa de destruição do transporte público na cidade de Lisboa. Foi sob a governação do governo anterior, com a participação ativa do CDS e também na câmara municipal, que a Carris perdeu um terço da sua oferta”.

Recordou que foi um período “em que as pessoas ficaram sem ofertas noturnas de autocarros, em que os tarifários dispararam, em que as pessoas de maior idade passaram a pagar muito mais de transporte público, por isso uma crítica dessa natureza, com franqueza, não me motiva mais senão uma perplexidade de quem está habituado à memória curta mas não me esqueço do que fizeram ao longo dos últimos anos”, afirmou.

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