Passos alerta para possível instabilidade no acordo à esquerda

O primeiro-ministro do Governo derrotado na Assembleia da República não acredita na garantia de estabilidade do acordo dos partidos de esquerda e diz que Governo de Costa “não terá legitimidade”. Passos Coelho disse no seu discurso de encerramento no debate do programa de Governo que “foi penoso ouvir António Costa” explicar que não conseguiu sequer […]


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O primeiro-ministro do Governo derrotado na Assembleia da República não acredita na garantia de estabilidade do acordo dos partidos de esquerda e diz que Governo de Costa “não terá legitimidade”.

Passos Coelho disse no seu discurso de encerramento no debate do programa de Governo que “foi penoso ouvir António Costa” explicar que não conseguiu sequer um acordo que “impeça” que o seu Governo seja rejeitado no Parlamento.

As declarações estão em linha com o comentado durante esta terça-feira, curiosamente o dia em que alguns militantes e deputados social-democratas e democrata cristãos, insistem na dificuldade de António Costa vir a conseguir aprovar o seu primeiro Orçamento do Estado. “Basta que Bruxelas diga que terão de fazer algum ajustamento no Orçamento, que peça alguma austeridade adicional para garantir o cumprimento do Tratado Orçamental. O que vai Costa dizer ao PCP e ao BE?”, dizem fontes partidárias ao OJE. Aqueles políticos não acreditam que “comunistas ou bloquistas aceitem algum desvio no aumento de despesa prometido por Costa”.

Pedro Passos Coelho acusa ainda: “o que move o PS não é senão o apetite pelo poder”. E diz parecer “evidente” que António Costa “não quis juntar-se à maioria europeia” preferindo aliar-se “a minorias que o têm combatido desde sempre”.

Passos Coelho, que já ontem prometeu lutar contra uma “política de ruína de Portugal”, acrescentou esta terça-feira que quem “votar pelo derrube de um Governo legítimo não terá legitimidade depois para reclamar sentido de responsabilidade e patriotismo”.

Já para a bloquista Catarina Martins o “ilegítimo seria deixar que permanecesse no Governo a direita que a maioria do povo rejeitou”.

Antes falou António Costa, que insistiu que o acordo que fez com o Bloco de Esquerda e com o Partido Comunista Português “é para a legislatura” e que “acabou um tabu, derrubou-se um muro, acabou-se com um preconceito”. Segundo o líder socialista, “o que é novo é que, desta vez, as oposições foram capazes de assegurar uma alternativa maioritária na formação do governo. Acabou o tabu, derrubou-se um muro, venceu-se mais um preconceito. Aqui, nesta Assembleia, somos todos diferentes nas nossas ideias, mas todos iguais na nossa legitimidade”.

Por sua vez, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, garante que “existe na Assembleia uma base institucional que permitirá ir tão longe quanto for a disposição de cada força política que a compõe para suportar o caminho da reposição de salários e rendimentos, da devolução de direitos, do reforço do acesso à saúde, à educação e à segurança social”.

Outro discurso marcante e bastante aplaudido foi o do deputado social-democrata Luís Montenegro, que, ainda que indiretamente, acusou António Costa de não honrar a palavra dada. Para aquele deputado do PSD, António Costa “fugiu ao contraditório” e relembrou várias “contradições” do líder socialista repetindo vezes sem conta “palavra dada é palavra honrada”.

Carlos Caldeira/OJE

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