Passos Coelho: “Quem ocupa lugares públicos deve defender a dignidade do Estado”

O ex-governante defende que, como partido, o PSD não pode ceder aos populismos e avisa que está a preparar reformas “importantes” para o país.

Rafael Marchante/Reuters

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou este domingo que quem ocupa cargos públicos “deve defender a defender a dignidade do Estado e o respeito pelos portugueses”.

Segundo o líder social-democrata, os funcionários públicos a exercer “no parlamento ou no Governo, ou em qualquer outro lugar, numa empresa pública, numa empresa municipal, tem também na forma como os exerce de defender a dignidade do Estado e o respeito pelos portugueses”.

O antigo primeiro-ministro diz ainda que o PSD “não pode, como partido, ceder aos populismos, ao facilitismo, à demagogia e ao deixa andar”, “exigimos responsabilidades e dignidade por parte de quem ocupa lugares públicos”.

Passos Coelho acusa o Governo de António Costa de estar “capturado” pela dificuldade em fazer reformas e que cabe ao partido social-democrata fazer essas mesmas reformas, ditas “importantes”, admitindo estar já a trabalhar nelas.

Recomendadas

5 de outubro: Montenegro acusa Governo de degradar ambiente político com casos

Luís Montenegro falava aos jornalistas no final da cerimónia oficial das comemorações do 112.º aniversário da implantação da República em Portugal, na qual o Presidente da República falou dos governos que “tendem quase sempre a ver-se como eternos” e das oposições “quase sempre a exasperarem-se pela espera”, afirmando em seguida que “nada é eterno” e que “a democracia é por natureza o domínio da alternativa, própria ou alheia”.

Primeira-ministra dinamarquesa convoca eleições antecipadas para novembro

O Partido Social Liberal, uma das formações que dá maioria ao Governo social-democrata, tinha ameaçado Frederiksen com uma moção de censura se não convocasse eleições, após apresentar em junho um relatório crítico sobre a gestão feita pelo executivo em relação ao abate de milhões de visons, devido a uma mutação do coronavírus.

Itália. Governo Meloni deverá misturar técnicos e fiéis da líder

O próximo Governo de Itália, chefiado por Giorgia Meloni, deverá combinar figuras de renome técnico, em pastas cruciais para as relações com Bruxelas, e fiéis da futura primeira-ministra, segundo analistas ouvidos pela Lusa.
Comentários