Passos rejeita falta de transparência na CGD entre 2013 e 2015

O ex-primeiro-ministro rejeitou qualquer falta de transparência no controlo da Caixa Geral de Depósitos neste período, destacando um “nível de auditoria com profundidade e exigência muito maior” do que no passado.

Rafael Marchante/Reuters

O líder do PSD foi questionado em Lisboa, pelos jornalistas sobre o relatório do Tribunal de Contas conhecido hoje, no qual acusa o Ministério das Finanças de “falta de controlo” na Caixa Geral de Depósitos (CGD) entre 2013 e 2015 e salienta que o Estado aprovou documentos de prestação de contas sem ter a informação completa.

“Não há nenhuma falta de transparência, pelo contrário, penso eu. Não acredito que o Governo pense de outra maneira e aquilo que existe é um nível de auditoria com profundidade e exigência muito maior do que existiam no passado”, enfatizou.

Passos Coelho destacou que “tem havido uma melhoria de transparência, de auditoria, de monitorização que abrangeu todas as instituições do setor empresarial do Estado”.

“No caso das instituições do setor financeiro essas exigências ainda eram superiores e foram realizadas por entidades que têm mais vocação do que a Inspeção-Geral das Finanças para as poder fazer, em particular o próprio Banco de Portugal”, sublinhou ainda.

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