Pastores do Funchal já não vão para o Parque Ecológico

O diretor do Departamento de Ciências e Recursos Naturais da Câmara Municipal referiu que os pastores conseguiram encontrar uma quinta mais próxima que lhes permitiu o pastoreio, e por isso não seria necessário recorrer ao parque ecológico.

O diretor do Departamento de Ciências e Recursos Naturais da Câmara Municipal, José Carlos Marques, referiu que os pastores do Funchal conseguirem encontrar uma quinta mais próxima, que tinha sido vedada recentemente pela Fundação Social-Democrata, que lhes terá dito que voltaria a abrir as portas para receber o gado e por já não seria necessário terem que subir até ao Parque Ecológico do Funchal.

O mesmo responsável disse que a autarquia se mostrou sensível ao pedido dos pastores, que se queixavam da ausência de pasto e alertaram que “os animais estavam a morrer de fome”, o que levou o município a autorizar o pastoreio no Parque Ecológico.

José Carlos Marques negou que tenha existido um retrocesso na decisão do município face a uma providência cautelar da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal (AAPEF), entregue no sábado no Tribunal Administrativo do Funchal (TAF) e que visa a suspensão imediata da decisão da Câmara Municipal.

José Carlos Marques anunciou no sábado, na RTP-Madeira, que a autarquia decidiu permitir durante três meses o pastoreio no PEF, acedendo aos pedidos dos criadores de gado e pastores que se queixam de falta de pasto para o gado.

“Podemos receber os rebanhos durante o próximo trimestre, temos pasto e mato suficientes”, disse.

Para além disso o fundador da Associação Ecológica Amigos dos Açores, Teófilo Braga, tinha colocado também em circulação uma petição contra a decisão da Câmara do Funchal, referindo que após a retirado do gado em 1995, no parque ecológico foi possível “recuperar a biodiversidade”, que juntamente com a água e o solo “são recursos vitais para a Madeira, apesar do revés provocado pelo incêndio de origem criminosa ocorrido em agosto de 2010”.

Teófilo Braga defendeu ainda que o regresso do pastoreio ao parque ecológico seria um “duro golpe” nesse trabalho de reflorestação, apelando ao bom senso do presidente da Câmara Municipal do Funchal.

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