Patris entra na Alternext com ações a 3,20 euros

Entrada da empresa em bolsa estava prevista para 2011 mas, devido à instabilidade dos mercados acionistas e à perceção de risco financeiro sobre Portugal, a operação só agora teve lugar.

A Patris Investimentos, presidida por Gonçalo Pereira Coutinho, deu esta quinta-feira entrada no mercado bolsista Alternext. Depois da ISA e da Nexponor esta é a terceira holding portuguesa a ser admitida neste segmento da bolsa.

A empresa foi admitida após três aumentos de capital feitos entre fevereiro e agosto deste ano por colocações privadas, que levaram a um reforço de 2,7 milhões de euros, sendo que 2,5 milhões dos quais foram colocados junto de 11 novos acionistas. No total a empresa tem mais de trinta acionistas.

Segundo Gonçalo Pereira Coutinho, a entrada da Patris Investimentos no Alternext, o mercado bolsista destinado a empresas de pequena e média dimensão (com regulamentações mais leves), poderá servir de porta de entrada da empresa no Euronext, onde estão algumas das maiores empresas mundiais.

“Ainda há muito caminho pela frente, mas há a possibilidade de numa segunda fase a Patris passar para o mercado [regulamentado] da Euronext”, admite o presidente do grupo.

A Patris entra com uma capitalização de 14,8 milhões de euros, dado o preço por ação do último aumento de capital ter ficado nos 3,20 euros por ação. Este será também o preço base para a admissão dos títulos da holding na Bolsa. A negociação de ações deve ser feita por chamada telefónica, devendo a primeira acontecer às 15h30 desta quinta-feira.

À semelhança do que aconteceu na entrada das outras duas empresas portuguesas no Alternext, o Montepio é o assessor financeiro e ‘listing sponsor’ responsável pela operação.

A entrada da empresa em bolsa estava prevista para 2011 mas, devido à instabilidade dos mercados acionistas e à perceção de risco financeiro sobre Portugal, a operação foi adiada.

“A conjuntura económica agora é bastante melhor do que era há cinco anos atrás, quando estávamos em pleno resgate económico”, afirma Gonçalo Pereira Coutinho. “O grupo Patris Investimentos cresceu, especialmente com a seguradora Real Vida, o que contribuiu para que esta admissão na Bolsa”, explica.

Criada em 2006, a Patris, que inicialmente era uma sociedade de capital de risco, cresceu com a aquisição de vários ativos do antigo BPN: a corretora Fincor, a BPN Gestão de Ativos (atual Patris Gestão de Ativos) e seguradora Real Vida, que representa a atividade de maior destaque do grupo.

A Patris prevê fazer mais duas aquisições ainda este ano. Embora sem avançar com valores, Gonçalo Pereira Coutinho confirma que a compra da Finibanco Vida e do Banif Pensões está em “fase final de apreciação”.

Atualmente, a boutique financeira dedica-se à prestação de serviços na área financeira, com a prestação de serviços de investimento, poupança e aconselhamento. Segundo dados auditados o ano passado, a empresa teve um resultado líquido de 520 mil euros, tendo na altura mais de 76 mil clientes e 210 funcionários, mais de metade ligados à área financeira.

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