Patrões portugueses gastam menos com cada trabalhador do que a média europeia

É no Luxemburgo que os patrões pagam mais aos seus trabalhadores por hora trabalhada e na Bulgária onde pagam menos. Portugal está vários lugares acima deste último Estado-membro, mas bem abaixo da média comunitária, revela o Eurostat.

8 – Trabalhadores de restaurantes

Por cada hora trabalhada, os empregadores da União Europeia (UE) entregaram, entre salários e outros custos, cerca de 29 euros aos seus trabalhadores em 2020. Em Portugal, o valor foi inferior, não tendo chegado sequer à marca dos 20 euros, informa a nota divulgada esta quinta-feira pelo Eurostat.

“Em 2020, o custo médio da hora de trabalho na UE foi de 28,9 euros”, sublinha esta manhã o gabinete de estatísticas, que detalha que o valor mais elevado desse indicador foi registado no Luxemburgo. Nesse país, os empregadores entregaram, em média, 47,7 euros por hora aos seus trabalhadores.

Nos demais lugares do pódio, estão a Dinamarca e a Bélgica, onde o custo médio do trabalho, por hora, atingiu os 45,7 euros e 40,5 euros, respetivamente.

Já do outro lado do espectro aparece a Bulgária. Em 2020, os empregadores búlgaros pagaram, em média, 6,6 euros por hora trabalhada. Na base da tabela, estão ainda a Roménia (8,2 euros) e a Hungria (9,8 euros).

Quanto a Portugal, o valor pago pelos empregadores nacionais aparece a meio da tabela europeia, isto é, nem está próximo dos últimos lugares do ranking, nem do pódio, ficando mesmo abaixo da média comunitária. Por cá, o custo do trabalho por hora ficou em torno de 15 euros, indica o Eurostat esta manhã.

Disparidades entre Estados-membros

Entre os países que compõem o bloco comunitário, o custo do trabalho é significativamente díspar. “Os valores mais elevados registados no Luxemburgo foram 7,3 vezes superiores aos valores mais baixos verificados na Bulgária”, realça o Eurostat esta quinta-feira.

Ora, em contraste, em 2016, no país que ocupava, então, o topo da tabela em causa (a Dinamarca), o custo do trabalho mais elevado tinha sido 9,5 vezes superior ao valor mais baixo registado no país que ocupava (e ocupa) o último lugar do ranking, a Bulgária.

Ainda assim, o gabinete de estatísticas destaca que as diferenças entre os Estados-membros são “significativamente inferiores” quando analisadas em termos de paridade de poder de compra (PPS), isto é, quando se tem em conta os preços praticados em cada país.

O custo do trabalho inclui, é preciso explicar, a despesa total do empregador com os trabalhadores, nomeadamente custos salariais e não salariais, formação, fardas e gastos de recrutamento.

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