Patrões prevêem contratar mais nos primeiros três meses de 2018

De janeiro a março, a projeção para a criação líquida de emprego em Portugal é de 13%, dez pontos percentuais mais alta que no trimestre anterior, segundo a “ManpowerGroup Employment Outlook Survey”.

A percentagem de empregadores que prevê contratar mais pessoas no próximo trimestre aumentou em mais de dois terços, para 16%, segundo o estudo sobre contratação “ManpowerGroup Employment Outlook Survey”, divulgado esta terça-feira.

O estudo antevê uma criação líquida de emprego – a diferença entre a percentagem dos que prevêem novas contratações e os que antecipam redução de pessoal – no primeiro trimestre de 2018 é de 13%.

A diferença entre a percentagem de patrões que planeia aumentar a sua força de trabalho e a percentagem de empregadores que planeia reduzi-la será 10 pontos percentuais mais alta que no trimestre anterior e 8 pontos mais do que no período homólogo de 2017.

O setor de Transportes, Logística e Comunicações serão os que mais vão beneficiar desse trabalho, tendo registado uma projeção de 30%, bem como o de Agricultura, Florestas e Pescas (21%) e o setor de Finanças, Seguros, Imobiliário e Serviços (14%).

De acordo com a análise da ManpowerGroup para os primeiros três meses de 2018, que partiu uma amostra de 627 empregadores no país, apenas 3% dos patrões antecipam uma redução na contratação e a maior parte (79%) acredita que não haverá alterações a esse nível.

A multinacional de Recursos Humanos concluiu que, para o início de 2018, são as grandes empresas que antecipam a maior projeção para a criação líquida de emprego, com uma previsão de 21%, prevendo um valor superior à média nacional. Ligeiramente abaixo encontram-se as PME, com 15%, seguindo-se das microempresas, com 6%.

“Pela primeira vez, Portugal surge no topo das projeções para o território europeu (considerando o efeito das variações sazonais de contratação), o que constitui uma excelente notícia para o mercado português. (…) A confirmarem-se, os valores antecipados significam um impacto positivo nos níveis de consumo, alavancando a economia e tornando-a ainda mais apetecível para os mercados externos”, afirma Nuno Gameiro, country manager da ManpowerGroup Portugal.

Fonte: ManpowerGroup

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