#paudeponcha: Estudantes madeirenses revoltam-se contra preços de viagens

Estudantes protestam contra viagens caras para irem passar o Natal a casa.

Um grupo de jovens madeirenses a estudar no continente manifestou descontentamento em relação ao preço das viagens para irem passar o Natal a casa. Os 10 estudantes que integraram o grupo viajaram no passado domingo entre Lisboa e o Funchal com t-shirts da campanha #paudeponcha.

O nome da campanha é alusivo ao utensílio utilizado para mexer a típica bebida madeirense, a poncha. Na t-shirt pode ler-se “Governo Regional apresenta ‘um céu de oportunidades’ de viagens caras e estudantes fora no Natal. Este Natal vão para o”, e a frase acaba a meio, seguida de uma imagem do pau de poncha.

Se o nome a t-shirt tem piada, o assunto em questão não é para brincadeiras e afeta muitas famílias. “Os estudantes, as suas famílias e os madeirenses em geral já estão chocados com o que acontece todos os anos e a nossa mensagem pretende chocar igualmente os nossos governantes”, explicou o estudante de Direito em Lisboa e porta-voz do grupo, Pedro Calaça, à RTP.

“A ideia surgiu entre um grupo de jovens estudantes, cresceu, estendeu-se a outras pessoas e o objectivo agora é continuar a passar a mensagem no fim-de-semana do fim-do-ano, onde muitos estudantes vão, mais uma vez, voltar para o continente antes do tempo por causa do preço das viagens aéreas”, continuou.

Às 9h de quarta-feira, se alguém ainda não tinha marcado viagem para o Natal, ainda ia a tempo, mas as opções já não são muitas e são caras. Para viajar com a TAP, na sexta-feira já só há um voo com lugares em económica (às 12h30 por 288,41€). Para viajar em executiva são precisos 337,41€. Há ainda voos para dia 24 de dezembro. Chega-se mesmo em cima da consoada, mas os preços são ligeiramente mais baratos: começam em 188,41€, mas vão até aos 337,41€.

Recomendadas

Airbnb. Anfitriões portugueses com casas em zonas vinícolas receberam mais de um milhão no segundo trimestre

No acumulado do semestre, o número de anfitriões nessas áreas cresceu mais de 70% face ao mesmo período do ano anterior. De abril a junho, um anfitrião típico de uma zona vinícola recebeu em média mais de 2.300 euros.

Costa Silva: Próximos anos não vão ser “cor-de-rosa” para a economia portuguesa

António Costa Silva, ministro da Economia, afirma que “não é com receitas do passado que vamos resolver os problemas”, defendendo que “para resolver os problemas de curto prazo, precisamos de uma visão de longo prazo”.

Dionísio Pestana pede reforma dos impostos como apoio às empresas

O presidente do Grupo Pestana afirma não precisar de ajudas diretas, perante o cenário de incerteza, mas pede ao Governo que avance com uma reforma nos impostos, apontando para a TSU.
Comentários