Paulo Macedo: “A Caixa decidiu que não vai subir comissões em 2023”

Esta decisão vai traduzir-se, na prática, numa redução de 10% no valor das comissões cobradas aos clientes pelos serviços prestados pelo banco, afirmou Paulo Macedo, CEO da Caixa Geral de Depósitos, esta quinta-feira.

Cristina Bernardo

Paulo Macedo, CEO da Caixa Geral de Depósitos, revelou esta quinta-feira que o banco não vai subir as comissões bancárias no próximo ano. Isto vai traduzir-se, na prática, numa redução de 10% no valor cobrados aos clientes pelos serviços prestados, afirmou o gestor.

“A Caixa decidiu que não vai aumentar as comissões em 2023”, afirmou o presidente do banco estatal durante a apresentação das contas para os primeiros nove meses, quando lucrou 692 milhões de euros.

De acordo com as contas da CGD, isto resultará, na prática, numa redução de 10% do valor das comissões aplicadas pelos serviços prestados. Agora, “se ficarmos completamente fora do mercado teremos de repensar”, alertou.

“O que nos preocupa não é o facto de as comissões poderem vir a ser mais altas. O que nos preocupa é que as comissões paguem o serviço”, disse ainda, explicando que, este ano, os aumentos focaram-se sobretudo em serviços prestados ao balcão, numa altura em que tenta promover a utilização dos canais digitais.

O tema das comissões bancárias foi abordado na manhã desta quinta-feira na Money Conference. “As comissões têm a ver com a capacidade de prestar serviço”, afirmou Luís Ribeiro, administrador do Novobanco, no evento. Já Miguel Maya, CEO do BCP, referiu que “os serviços têm um custo subjacente. Há investimentos a fazer e são calculados com base no custo da prestação do serviço”.

“A minha expectativa é que as comissões continuem a refletir um preço justo e competitivo dos serviços”, mas “não vão acompanhar a inflação em termos gerais”, concluiu.

Notícia atualizada às 18:13

Relacionadas

Taxa de esforço média na Caixa ronda os 33% no crédito da casa

A taxa de esforço – o peso dos créditos no rendimento disponível – fica abaixo de 40% em 72% dos contratos à habitação na Caixa Geral de Depósitos. Já a taxa média situa-se nos 33%, revelou o banco estatal esta quinta-feira.

Paulo Macedo projeta que CGD distribua maior dividendo da sua história

A CGD refere-se ao valor de dividendos previsto no Orçamento de Estado de 2023, de 350 milhões e que corresponde a 286 milhões até setembro. “Ao resultado líquido de 692 milhões, e de acordo com a política de dividendos, corresponde, até ao presente, a um montante máximo distribuível de 286 milhões referente à atividade dos primeiros nove meses de 2022”, refere o banco do Estado.

Lucros da Caixa aumentam 61% para 692 milhões de euros até setembro

O banco liderado por Paulo Macedo aumentou os lucros até setembro, face aos 429 milhões de euros registados no período homólogo, à boleia de uma redução das imparidades para a crise Covid e contributo da área internacional.
Recomendadas

Sete bancos lucraram dois mil milhões até setembro, mais 71% que no período homólogo

Os lucros dos sete maiores bancos – Caixa Geral de Depósitos, BCP, Novobanco, Santander Totta, BPI, Crédito Agrícola e Banco Montepio somam 2.006,3 milhões de euros até setembro deste ano, o que compara com um valor de 1.172 milhões nos nove meses do ano passado. O que significa que os lucros dos sete bancos cresceram 71,2%.

Bankinter é mecenas da exposição “Faraós Superstars” na Fundação Gulbenkian

A exposição “Faraós Superstars” pretende fazer uma reflexão sobre a popularidade dos faraós, reunindo 250 peças de importantes coleções europeias, provenientes de diferentes períodos históricos, desde antiguidades egípcias, passando pelas iluminuras medievais e pintura clássica até à música pop.

PremiumMapfre “atentíssima” à Fidelidade ou a seguradoras em crise

Há seguradoras com debilidades em Portugal, pressionadas pelo ramo automóvel, que estão na mira da Mapfre. O grupo admite crescer através da aquisição destas entidades, mas também não descarta olhar para a Fidelidade caso a Fosun decida vender.
Comentários