Paulo Macedo projeta que CGD distribua maior dividendo da sua história

A CGD refere-se ao valor de dividendos previsto no Orçamento de Estado de 2023, de 350 milhões e que corresponde a 286 milhões até setembro. “Ao resultado líquido de 692 milhões, e de acordo com a política de dividendos, corresponde, até ao presente, a um montante máximo distribuível de 286 milhões referente à atividade dos primeiros nove meses de 2022”, refere o banco do Estado.

O CEO da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, anunciou que os dividendos previstos para este ano, de 350 milhões de euros são “o maior dividendo da sua história”. O banco reportou lucros de 692 milhões a subirem mais de 60% face ao valor de setembro de 2021.

A CGD refere-se ao valor de dividendos previsto no Orçamento de Estado de 2023, que corresponde a 286 milhões até setembro.

“Ao resultado líquido de 692 milhões, e de acordo com a política de dividendos, corresponde, até ao presente, a um montante máximo distribuível de 286 milhões referente à atividade dos primeiros nove meses de 2022. Projeta-se, referente à totalidade da atividade do ano, e não se verificando qualquer impacto doméstico proveniente da evolução da situação internacional, o maior dividendo da história da Caixa, a liquidar em 2023, com impacto positivo no Orçamento de Estado, continuando a devolver aos contribuintes o esforço tido no âmbito do processo de recapitalização”, refere o banco do Estado.

Maria João Carioca, administradora financeira, relembrou que o plano de recapitalização do banco em 2017 somou 4.944 milhões, dos quais 500 milhões em emissão de obrigações de elevada subordinação (AT1) e 500 milhões de dívida que conta para Tier 2 do rácio.

Em 2022 o banco conta reembolsar o contribuinte em 2.312 milhões, entre 1.312 milhões de capital CET1, 500 milhões de AT1, que “conseguimos reembolsar antecipadamente”, disse a CFO que anunciou que o banco conta até ao junho de 2023 reembolsar antecipadamente 500 milhões de euros de dívida sénior (Tier2) emitida.

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