Paulo Macedo projeta saída da CGD do edifício sede num horizonte de três a quatro anos (com áudio)

“Há intenção do Governo em ficar com o edifício da Caixa. Nós ficamos satisfeitos, porque o edifício não é para os serviços centrais de um banco”, defende o CEO da CGD, que acrescentou que faz sentido “libertar-se de um edifício que é desajustado para o banco”, tendo em conta os 90 mil metros quadrados do edifício sede na Avenida João XXI em Lisboa.

“Como já foi divulgado, há intenção de o Governo ficar com o edifício sede da Caixa”, disse o presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, na Money Conference realizada pelo grupo Global Media (que tem o Diário de Notícias, Dinheiro Vivo e TSF) em Lisboa.

“Há intenção do Governo em ficar com o edifício da Caixa. Nós ficamos satisfeitos, porque o edifício não é para os serviços centrais de um banco”, defende o CEO da CGD, que acrescentou que faz sentido “libertar-se de um edifício que é desajustado para o banco”, tendo em conta os cerca de 90 mil metros quadrados do edifício sede na Avenida João XXI em Lisboa.

“É um processo que será gradual e que demorará três a quatro anos”, revelou Paulo Macedo, projetando assim a saída da atual sede para depois do final do seu mandato. O edifício, que foi construído de propósito para o banco do Estado em Lisboa, vai acolher vários Ministérios ao longo da legislatura, sendo que o valor da renda que será pago ao fundos de pensões da CGD, dona do imóvel, não é público.

Estas declarações do banqueiro coincidem com as da ministra da Presidência, proferidas recentemente, e que revelaram que o processo de mudança de alguns ministérios para o edifício-sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD), em Lisboa, vai arrancar no primeiro trimestre de 2023 e será gradual ao longo da legislatura.

“Ao longo do primeiro trimestre do próximo ano iniciaremos um processo de mudança dos Ministérios para a sede da CGD que será gradual ao longo da legislatura e que permita ir concentrando não apenas áreas governativas, mas também reorganizando um conjunto de serviços”, disse Mariana Vieira da Silva, em resposta aos deputados numa audição no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2023 (OE2023), citada pela Lusa.

Segundo a ministra, o objetivo é “ganhar em trabalho transversal, partilha de competências e de conhecimento e diminuição de alguns custos com a duplicação de estruturas”.

Mariana Vieira da Silva disse ainda que “nem todas as áreas governativas irão para esse novo edifício” e referiu que assim que houver “um calendário mais rigoroso” sobre este processo, o Governo fará uma apresentação, na medida em que a matéria “exige um escrutínio e debate público alargado”.

Hoje, o CEO do banco público admitiu também que “ainda não estão escolhidas” as novas instalações. “A nossa preocupação é arrumar o que vai ser o futuro da Caixa em termos de libertar o resto do edifício” e a mudança para uma nova sede “é um processo gradual que demorará três ou quatro anos”, frisou Paulo Macedo.

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