Paulo Rangel diz que vai “aproveitar o embalo das eleições no PSD para as legislativas”

O candidato à liderança do PSD garante ser “capaz de inverter” a “relação e criar uma via verde com as regiões autónomas” se for eleito não só líder dos sociais democratas mas também primeiro-ministro.

Paulo Rangel PSD – Twitter

Paulo Rangel considera que o Governo de António Costa tem “prejudicado muito os interesses da Madeira e dos madeirenses, em geral”, e por isso garante ser “capaz de inverter essa relação e criar uma via verde com as regiões autónomas” se for eleito não só líder dos sociais democratas, a 27 de novembro, mas também primeiro-ministro, a 30 de janeiro.

“O que se trata agora não é tanto uma campanha no PSD, mas sim de uma escolha de quem será o primeiro-ministro e quem pode defrontar António Costa”, afirmou em declarações aos jornalistas, esta segunda-feira, durante uma visita à Madeira no âmbito de campanha interna no PSD.

Questionado sobre o que levou a uma mudança no apoio a Rui Rio, Paulo Rangel reconhece ter apoiado as suas anteriores candidaturas à liderança do PSD mas que agora “é critico da sua gestão, nada mais”.

As eleições diretas para a liderança do partido da oposição do Governo estão marcadas para o dia 27 de novembro, depois de o Conselho Nacional do PSD ter aprovado a sua antecipação, no sábado passado. Após as eleições, o candidato eleito terá até 30 de janeiro para compor as listas para as eleições legislativas que também foram antecipadas como consequência do chumbo do Orçamento do Estado para 2022.

Quanto ao calendário, Rangel garante não ser pouco tempo de adaptação, frisando que o “PSD é um partido vocacionado para ter maiorias, ir eleições, e está sempre preparado”.

“É um tempo exigente e obrigará a uma marcação muito grande de todos os eventos com celeridade, mas não me preocupa nada. Estamos preparadíssimos para aproveitar o embalo das internas para as legislativas”, sublinhou.

Recomendadas

José Luís Carneiro, das comunidades portuguesas no estrangeiro à Administração Interna

José Luís Carneiro é o novo ministro da Administração Interna e regressa a um ministério no qual já desempenhou o cargo de assessor entre 1999 e 2000. O antigo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas tem uma forte ligação ao poder local.

PS conquista dois mandatos do círculo da Europa e reforça maioria absoluta para 120 deputados

Depois de na primeira votação, a 30 de janeiro, PS e PSD terem conquistado um mandato cada um no círculo da Europa, na repetição da votação, o PS acabou por eleger o cabeça-de-lista pelo círculo, Paulo Pisco, mas também o segundo nome na lista, Nathalie de Oliveira.
eleições_legislativas_voto_urna_votar

Legislativas: Governo diz que votaram 152 emigrantes no fim de semana

Segundo o Governo “esse número representa um acréscimo de 31% face aos 116 cidadãos que exerceram o seu direito de voto presencial” a 30 de janeiro.
Comentários