Paulo Rangel quer legislativas no final de fevereiro e congresso do PSD antecipado para 17 de dezembro

Eurodeputado quer eleições antecipadas num “prazo rápido, racional e razoável” que permita definir as lideranças do PSD e de outros partidos. E desafiou Rui Rio a associar-se a proposta para antecipar congresso para antes do Natal.

O eurodeputado Paulo Rangel, candidato à presidência do PSD nas eleições diretas marcadas para 4 de dezembro, defendeu nesta quinta-feira que as legislativas antecipadas deverão ser realizados no “prazo rápido, racional e razoável” de 20 ou 27 de fevereiro, defendendo que essas datas permitem “estabilizar os órgãos dos vários partidos” que se encontram em processos de escolha de liderança, uma “preparação cuidada” das listas de deputados e a “minimização dos riscos de pandemia e do inverno em tempos de campanha”.

Defendendo que a convocação das eleições antecipadas no final de fevereiro permite “respeitar todas as regras democráticas” e “legitimar os líderes dos partidos”, Paulo Rangel defendeu também a iniciativa de seis dezenas de conselheiros nacionais do PSD que requerem uma reunião extraordinária desse órgão para antecipar o congresso social-democrata para 17, 18 e 19 de dezembro – em vez de 14, 15 e 16 de janeiro de 2022, como está definido neste momento.

“É bom que tudo esteja definido antes do Natal”, disse o eurodeputado, que apelou aos órgãos nacionais e aos responsáveis e apoiantes das duas candidaturas para que acompanhem o requerimento para antecipar o congresso, mantendo-se as eleições diretas que o irão opor ao atual presidente social-democrata Rui Rio a 4 de dezembro.

Quanto a essa última data, Paulo Rangel referiu que “é perfeitamente compatível com eleições legislativas nos primeiros meses de 2022” e que “nenhuma razão se antevê para alterar, cancelar, suspender ou anular” as diretas.

No mesmo dia em que vários dirigentes centristas enviaram uma carta a Francisco Rodrigues dos Santos, apelando à convocação de um conselho nacional extraordinário destinado a adiar o congresso marcado para 27 e 28 de novembro, no qual enfrenta a candidatura do eurodeputado Nuno Melo, Paulo Rangel disse que “não abrir estados de emergência ou de exceção é um imperativo” na disputa pela presidência do PSD.

E apontou o “curto mês de campanha” até às eleições diretas como “uma grande oportunidade para o PSD apresentar os seus projetos, protagonistas e equipas, não só para os seus militantes mas também já com propostas para os cidadãos em geral”.

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