PCP: “A verdadeira emergência que o país enfrenta não é a aplicação de medidas restritivas”

“O PCP mantém a sua oposição à declaração do Estado de Emergência e insiste que a verdadeira emergência que o país enfrenta não é a aplicação de medidas restritivas, mas sim de medidas que assegurem o conseguimento da vida nacional em condições de segurança sanitárias com reforço do SNS, em primeiro lugar”, destacou o deputado comunista João Oliveira. 

Manuel de Almeida/LUSA

O deputado do Partido Comunista Português (PCP), João Oliveira apontou que o partido mantém a decisão de votar contra o Estado de Emergência durante reunião plenária desta quinta-feira, 17 de dezembro.

“O PCP mantém a sua oposição à declaração do Estado de Emergência e insiste que a verdadeira emergência que o país enfrenta não é a aplicação de medidas restritivas, mas sim de medidas que assegurem o conseguimento da vida nacional em condições de segurança sanitárias com reforço do SNS, em primeiro lugar”, destacou João Oliveira.

Além do reforço do SNS, João Oliveira sublinhou a necessidade de existirem “medidas de defesa dos direitos dos trabalhadores e dos postos de trabalho de apoio aos setores económicos mais atingidos pelos impactos económicos e sociais da epidemia, de medidas dirigidas às coletividades cultura, recreio, desporto e muitas outras medidas que verdadeiramente façam frente à situação económica e social como continuamos confrontados”.

“Mantendo-se o problema da epidemia, mantem-se a necessidade de reforço do SNS como primeira principal questão a que importa responder”, reforçou o comunista.

“Independentemente das medidas que vierem a ser definidas pelo Governo para o período da quadra festiva vizinha é indispensável que sejam tomadas as medidas de reforço do SNS para que este possa enfrentar o problema sanitário que persiste para que garanta as respostas aos mais demais cuidados de saúde e também concretize os objetivos definidos para a vacinação logo que ela seja possível  em condições de segurança e eficácia”, destacou o deputado do PCP.

“Desde logo é indispensável o reforço do SNS na capacidade de combater o surto epidémico com os reforços dos meios de saúde pública e da capacidade de internamento e resposta hospitalar nesse âmbito”, garantiu João Oliveira completando ser igualmente importante assegurar que “demais patologias não fiquem sem resposta”.

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