PCP acusa PS de “preparar entrega de mais serviços públicos de saúde aos privados”

A Comissão Permanente reúne-se esta tarde para discutir o aumento do custo de vida e os lucros dos grandes grupos económicos, um debate proposto pelo PCP. Esperam-se reações políticas ao pacote de medidas extraordinárias apresentado esta semana pelo Governo.

A Comissão Permanente da Assembleia da República reúne esta quarta-feira para o debate sobre o aumento do custo de vida e dos lucros dos grupos económicos e do agravamento das desigualdades, iniciativa proposta pelo Partido Comunista Português (PCP). A reunião vem na sequência da apresentação, por parte do Governo, do pacote de medidas extraordinárias para o combate ao aumento do custo de vida – plano que tem gerado fortes críticas por parte dos partidos da oposição.

O deputado do PCP, João Dias, foi o primeiro a tomar a palavra no plenário, apontando o dedo ao Partido Socialista (PS), acusando a maioria absoluta de “estar a preparar a entrega de mais serviços públicos de saúde aos privados” e pedindo uma rutura com as políticas que, diz, conduziram o Serviço Nacional de Saúde (SNS) ao estado atual.

“É preciso outro caminho, que devolva ao SNS um caráter público, universal e geral, gratuito e com capacidade de resposta”, sublinha, dizendo ainda que “é preciso acabar com o subfinanciamento crónico do SNS” de forma a impedir a “transferência crescente de recursos para os grupos privados e combater a degradação das condições de trabalho”.

Os comunistas pedem que seja reforçado o investimento e financiamento do SNS, que passa pela valorização das carreiras e remunerações dos profissionais de saúde. Por fim, acusam o Governo de “desrespeitar” os profissionais de saúde e não deixa de apontar a demissão de Marta Temido com um sintoma.

“O Governo assistiu passivamente ao enfraquecimento do SNS”, disse João Dias, alertando que não é possível “disfarçar que são os interesses dos grupos privados da saúde que determinam a estratégia de reduzir o serviço público a um mínimo assistencialista”.

Recomendadas

Portugal atrativo para investir, China atenta a transportes e ambiente, revela relatório

Portugal é um país atrativo para se investir no desenvolvimento de infraestruturas e a China está atenta a projetos e eventuais contratos na área dos transportes e do ambiente, segundo um relatório hoje divulgado em Macau.

Taxa de emprego na UE cresceu 0,3 pontos percentuais no segundo trimestre

Portugal foi um dos poucos Estados-membros onde a taxa reduziu, neste caso 0,1 p.p., face ao primeiro trimestre, de acordo com os dados divulgados pelo Eurostat.

Portugal acompanhado por 14 países da UE a reclamar teto para preço do gás

Quinze Estados-membros, entre os quais Portugal, subscreveram a carta conjunta enviada na terça-feira à Comissão Europeia a reclamar um teto para o preço do gás importado, matéria que deverá ser discutida no Conselho extraordinário de Energia de sexta-feira.
Comentários