PCP apelou ao primeiro-ministro para que considere “remontar” aparelho de controlo da pandemia

“Não há uma alternativa à vacinação. Propomos ao Governo concretizar tempos, para vários sectores e camadas que existam e que considere a necessidade de remontar o aparelho de controlo da pandemia, para o caso de evolução deste processo”, disse Jerónimo de Sousa.

Manuel de Almeida/Lusa

Depois de reunir com António Costa, o líder do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa, apelou ao Governo para que considere voltar a “montar o aparelho de controlo” da pandemia de Covid-19 em Portugal, ainda que rejeite o regresso de medidas restritivas que possam condicionar a economia portuguesa.

“Não há uma alternativa à vacinação. Propomos ao Governo concretizar tempos, para vários sectores e camadas que existam e que considere a necessidade de remontar o aparelho de controlo da pandemia, para o caso de evolução deste processo”, disse Jerónimo de Sousa.

O líder do PCP acrescentou que ouviu “por parte do Governo as preocupações e ficamos com ideia de que não vão existir restrições definitivas. Deve haver a nossa própria defesa para evitar o contágio e tomarmos as nossas medidas de proteção sanitária”.

O partido solicitou também ao primeiro-ministro que continue a dar prioridade às pessoas com mais de 65 anos e também em relação às crianças na faixa etária entre os cinco e os dez anos. “Em relação às crianças, sustentada na apreciação cientifica, na reunião do Infarmed, o doutor Henrique Barros admitiu essa possibilidade, sendo isto verdade elas [as crianças] transportam o vírus, não é perigoso para eles mas acabam por transmitir à família”, refere.

Em jeito de conclusão, Jerónimo de Sousa deixa um apelo aos portugueses ao sublinhar que “não há uma razão funda para qualquer sinal de pressão de medo junto das pessoas”.

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