PCP aponta criticas ao Governo e aos partidos de direita sobre os impactos da pandemia

Jerónimo de Sousa acredita que tem existido “ausência de resposta” aos impactos da pandemia da parte do Governo e aproveitamento “pelo grande capital” da situação. “Uma situação que PSD, CDS e os seus sucedâneos da Iniciativa Liberal e do Chega procuram aproveitar, cavalgando a situação de crise”, frisou o secretário-geral do PCP.

O líder do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa visitou o Alentejo e aproveitou para deixar algumas criticas ao Governo, mas também aos partidos de direita.

“Os impactos da epidemia, o seu aproveitamento pelo grande capital e a ausência de resposta necessária por parte do Governo do PS, associados a fragilidades estruturais do País, convergem para um cenário de acentuada regressão económica e para uma degradação da situação social com o aumento da exploração e da pobreza, para um aprofundamento da dependência externa e da concentração e centralização de capital”, frisou Jerónimo de Sousa.

“Uma situação que PSD, CDS e os seus sucedâneos da Iniciativa Liberal e do Chega procuram aproveitar, cavalgando a situação de crise, para relançar a sua política de desastre nacional”, referiu o representante dos comunistas.

Jerónimo de Sousa apontou que “a pretexto da epidemia, milhares de trabalhadores foram despedidos e muitos outros estão em risco de o ser, os salários são cortados, os horários de trabalho alterados e impostos à força, os ritmos de trabalho intensificados, a precariedade promovida, ao mesmo tempo que somas colossais de fundos públicos são entregues a grupos económicos e financeiros e a multinacionais que acumularam milhares de milhões de euros de lucro”.

“Hoje muitos milhares de trabalhadores e micro e pequenos empresários estão confrontados com uma situação difícil nas suas vidas e com um futuro de incerteza e grande inquietação que não se combate com estados de emergência excessivos”, assegurou Jerónimo de Sousa.

Para Jerónimo de Sousa, cujo partido votou contra a extensão do Estado de Emergência, a pandemia “combate-se reforçando os serviços públicos de saúde. Assegurando empregos e a sobrevivência do conjunto das atividades económicas. Com medidas para reverter rapidamente o caminho de recessão económica, com mais investimento público e com medidas de relançamento da vida económica”.

“Combate-se com soluções que barrem as pretensões do grande capital de impor o aprofundamento da exploração e o retrocesso social e com medidas para melhorar as condições de vida dos trabalhadores e do povo”, frisou o secretário-geral do PCP.

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