PCP diz que plano de “transição energética” seguido pelo Governo está desligado das necessidades do país

Declaração sobre a situação energética e as opções para garantir a redução de preços, assinada pelo dirigente comunista Vasco Cardoso, considera “as medidas do Governo tardias e manifestamente insuficientes”.

MÁRIO CRUZ/LUSA

O Partido Comunista Português considera que as medidas adotadas pelo Executivo de António Costa para lidar com a crise energética são, além de “tardias”, “manifestamente insuficientes”.

“O Governo, ao mesmo tempo que recusa as propostas do PCP, desdobra-se em anúncios. Mas as medidas do Governo são tardias e manifestamente insuficientes. Enquanto o Governo faz anúncios os preços  da energia continuam a aumentar”, acusa o partido numa declaração publicada esta segunda-feira, em nome de Vasco Cardoso, sobre a situação energética no país e a estratégia seguida para a redução dos preços.

Segundo o partido, “o seguidismo do Governo PS, seja em torno de uma “transição energética” desligada das necessidades do País, seja em torno das sanções decididas pela UE contra a Rússia, está a agravar de forma dramática a situação”, acrescentando que “os problemas decorrentes da guerra na Ucrânia revelam e agudizam o desastre a que a política de direita conduziu o País no sector da energia”.

Os comunistas entendem que os lucros das grandes empresas energéticas, que “subiram a números escandalosos”, “podem considerar-se um crime socioeconómico”.

“Está criada um situação insustentável para milhares de famílias portuguesas e para muitas MPME, que arriscam a insolvência no curto prazo. O risco de interrupções no abastecimento de energia elétrica, embora improvável, não pode hoje ser excluído”, alerta o partido na mesma nota.

O partido lança farpas aos líderes europeus, pelo que considera ser uma “desorientação” na estratégia a seguir para gerir a crise energética.

“O que se conhece da reunião do Conselho da Energia realizada na passada sexta-feira, e ainda sem conclusões definitivas, mostra desorientação, mas sobretudo que os problemas não só não vão ter a solução adequada como tendem a agravar-se”, acusa o PCP.

Por fim, o partido alude à premência da “adoção de medidas e opções que o PCP tem proposto e que PS, PSD, CDS, Chega e IL têm recusado”, defendendo que, “sem medidas urgentes nem alterações profundas, a situação energética – preços, abastecimento, segurança –  tenderá a agravar-se nos próximos meses e o país continuará a adiar possibilidades de desenvolvimento e de bem estar que estão ao seu alcance”.

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