PCP exige “outra atitude” ao Governo para contrariar “escandalosos” aumentos dos combustíveis

“É tempo de o Governo tomar outra atitude face aos aumentos escandalosos dos combustíveis, regulando os preços e fixando preços máximos”, defendeu Jerónimo de Sousa em Beja.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, exigiu hoje do Governo uma “outra atitude” para contrariar “os escandalosos” aumentos dos combustíveis, que deve passar pela regulação e fixação de tetos máximos dos preços.

“É tempo de o Governo tomar outra atitude face aos aumentos escandalosos dos combustíveis, regulando os preços e fixando preços máximos”, defendeu o líder comunista, em Beja.

No seu discurso de encerramento da 10.ª Assembleia da Organização Regional de Beja do Partido Comunista Português (PCP), que durou mais de meia hora, Jerónimo de Sousa ‘apontou baterias’ ao Governo do PS devido à situação económica do país.

“Vivemos uma situação em que se adensam as preocupações em relação à evolução da situação económica e social do país, com um forte impacto muito negativo nas condições de vida e nos direitos dos trabalhadores e do povo”, afirmou.

Segundo o líder comunista, é também “tempo” de o Governo socialista tomar outras medidas, como “garantir a reposição da taxa do IVA nos 6% na eletricidade e gás”, criar “um Cabaz Alimentar Essencial” e definir “um preço de referência para cada um dos produtos, com base nos custos reais e numa margem não especulativa”.

A atualização extraordinária para todas as pensões, no montante mínimo de 20 euros por pensionista, ou a adoção de “medidas concretas para assegurar aumentos de salários” foram outras das medidas reclamadas pelo líder do PCP.

“Nada impede [o Governo] de o decidir e fazer, tal como nada o impede de revogar a caducidade da contratação coletiva para facilitar a negociação dos aumentos dos salários em todos os setores”, argumentou.

Mas o que o executivo do PS “se propõe fazer é passar por cima deste problema, com as suas recentes propostas de revisão da legislação laboral, as quais mostram o seu claro compromisso com a política de direita”, criticou.

Sobre a guerra na Ucrânia e as sanções internacionais à Rússia, o líder do PCP considerou que estas “são um grande negócio para o complexo militar industrial, para as grandes transnacionais dos combustíveis e da energia e para os grandes grupos do setor alimentar”.

E “o Governo o que pretende é colocar o fardo da inflação, das atividades especulativas sobre os trabalhadores e o povo”, acusou.

O líder comunista recordou ainda que o partido, ao longo da sua história, “lutou muito e continua a lutar muito pela liberdade e pela democracia”, pelo que não se revê em críticas recentes.

“Esses que proclamam que o PCP é um partido inimigo da liberdade, eles sabem lá o que dizem. Um partido que pagou caro a sua luta pela liberdade, como é que podia querer acabar com ela? Não”, argumentou.

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