Pedro Calado culpa Governo da República e PS-Madeira por rescisão do contrato do ferry

À questão do deputado do PS-Madeira Miguel Iglésias sobre o que é que o Governo Regional pretende para o ferry, Pedro Calado respondeu que simplesmente quer que o Governo da República, “apoiado pelo PS-Madeira”, cumpra com as suas promessas.

“Quem deturpou e trouxe entraves para esta operação foi o Primeiro-Ministro e o PS-Madeira que anunciaram, sabendo que existia um contrato a decorrer, e que tinha mais um ano de vigência, para 2020, no meio do atropelo e no meio das promessas eleitorais, enganando o povo madeirense e portosantense, que já tinham um ferry assegurado para 2020”, fez questão de salientar o Vice-Presidente do Governo Regional da Madeira, Pedro Calado.

O governante falava durante uma Comissão de Inquérito, na passada terça-feira, para explicar os motivos que levaram à rescisão do contrato que assegurava a ligação marítima entre o Continente e a Madeira.

“O único governo que trouxe e que concretizou as promessas relativamente ao ferry foi o Governo Regional da Madeira, ponto. Sobre isso não há dúvida nenhuma. Quem trouxe o ferry para a Madeira foi o governo PSD-Madeira. Quem permitiu aos madeirenses e portosantenses viajar a quantias muito reduzidas para o Continente, mesmo sem o subsídio social de mobilidade marítima aprovado pelo Governo da República, que foi mais uma promessa que não foi concretizada, foi o Governo Regional da Madeira”, frisou.

À questão do deputado do PS-Madeira Miguel Iglésias sobre o que é que o Governo Regional pretende para o ferry, Pedro Calado respondeu que simplesmente quer que o Governo da República, “apoiado pelo PS-Madeira”, cumpra com as suas promessas.

Relativamente ao estudo de viabilidade económico-financeira pedido pelo Governo da República para analisar a viabilidade do ferry entre a Região e o Continente, Pedro Calado entende que é o Estado português que tem de assumir essa fatura, com base no princípio da continuidade territorial.

“Fala-se em muitos estudos de viabilidade económico-financeira, mas nunca ninguém perguntou onde é que estão os estudos de viabilidade económico-financeira da Transtejo, para passar os meninos da margem sul para a margem norte, ninguém pergunta sobre a viabilidade económico-financeira da CP, ou da Carris, ou do Metro. Se isto é o princípio da coesão territorial, então tem de ser o Estado português a assumir”, apontou, acrescentando que da mesma forma que se pede um estudo de viabilidade económica para o ferry, deveria pedir-se para todo o tipo de transportes no Continente.

O Vice-Presidente do Governo Regional afirmou ainda que é possível renegociar com o armador até ao final de março do próximo ano.

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