Pedro Leitão assume liderança do Banco Empresas Montepio

O BEM  reportou um resultado operacional atingiu os 2,203 milhões de euros, que compara com 0,557 milhões no período homólogo de 2021 (+296%). “Neste período ocorreu um significativo reforço líquido de imparidades e provisões, em grande medida associado a ativos (crédito e imóveis) pré-existentes à criação do BEM (cerca de 1,4 milhões de euros), que acabaram por reduzir o resultado líquido para cerca de 0,433 milhões”.

O Banco Empresas Montepio (BEM) foi uma criação de Carlos Tavares quando liderava o banco da Associação Mutualista Montepio Geral, mas em comunicado o Grupo Banco Montepio, anunciou que os administradores Carlos Tavares, Nuno Mota Pinto, Pedro Ventaneira e Leandro Silva, que eram comuns ao Banco Montepio e nele cessaram funções em 25 de julho, apresentaram a renúncia aos respetivos cargos na reunião do Conselho de Administração de 31 de agosto de 2022.

“Na mesma reunião foram cooptados para a Administração do Banco Empresas Montepio, os atuais administradores do Banco Montepio, Pedro Leitão, Ângela Barros e Isabel Silva, que assumirão funções logo que obtidas as competentes autorizações pela autoridade de supervisão”, anuncia o banco que apresentou também os indicadores do primeiro semestre.

O BEM  reportou um resultado operacional atingiu os 2,203 milhões de euros, que compara com 0,557 milhões no período homólogo de 2021 (+296%). “Neste período ocorreu um significativo reforço líquido de imparidades e provisões, em grande medida associado a ativos (crédito e imóveis) pré-existentes à criação do BEM (cerca de 1,4 milhões de euros), que acabaram por reduzir o resultado líquido para cerca de 0,433 milhões”.

No entanto, diz o Montepio, o resultado líquido estimado para a atividade própria do BEM (a iniciada em meados de 2019) ascendeu a 1,7 milhões de euros, contra 1,3 milhões no semestre homólogo de 2021 (+37%).

A margem financeira totalizou 3,5 milhões no primeiro semestre de 2022, “evidenciando um acréscimo de 22% face ao valor do período homólogo de 2021, determinado pelo forte aumento dos juros da carteira de crédito em 0,682 milhões.

As comissões a somaram 1,942 milhões no primeiro semestre apresentando um aumento de 0,835 milhões (+75%) face ao período homólogo de 2021, justificado pelos ganhos com comissões originadas pela área de banca de investimento.

O BEM registou resultados de operações financeiras (trading) no primeiro semestre negativos -0,112 milhões, “devido à desvalorização das unidades de participação detidas e pré-existentes à atividade própria do BEM (iniciada em meados de 2019)”, diz o banco.

Os outros resultados de exploração situaram-se em -0,533 milhões, comparando com 0,66 milhões de euros no período homólogo de 2021. Devido à diminuição dos resultados com a alienação de imóveis em 0,318 milhões de euros, bem como maiores custos com as contribuições para o setor bancário em 0,189 milhões.

O BEM constituiu imparidades para riscos de crédito que em junho totalizava 1,094 milhões de euros, determinadas em grande medida por uma operação pré-existente à atividade do BEM iniciada em 2019 (0,877 milhões).

Na rúbrica dos custos operacionais, verifica-se que no primeiro semestre atingiram 2,592 milhões, evidenciando um aumento de 0,306 milhões de euros face ao período homólogo do ano anterior. Para esta evolução foi determinante o aumento dos custos com pessoal de 0,151 milhões e dos gastos gerais administrativos em 0,144 milhões.

O rácio de eficiência (cost-to-income), excluindo os resultados em operações financeiras e os outros resultados de exploração, atingiu 47,6% no final do primeiro semestre, melhorando face aos 57,4% apurados no mesmo período de 2021.

No balanço o BEM regista um valor de crédito a clientes bruto de 423,455 milhões de euros no primeiro semestre, refletindo um acréscimo de 91,151 milhões (+27%) face ao período homólogo, “fruto da dinâmica comercial implementada”.

O banco de empresas do grupo Montepio revela que os imóveis recebidos em dação de cumprimento de crédito atingiram o saldo de 7,635 milhões de euros no primeiro semestre, o que traduz um ligeiro aumento face ao período homólogo, devido à necessidade de reincorporação no balanço de imóveis alienados ao fundo Carteira Imobiliária antes de 2019 (cerca de 4,1 milhões), “com vista a regularizar a respetiva situação e permitir a sua alienação com base em CPCV já existentes”, diz a instituição.

BEM com novo crédito no valor de 407 milhões em junho

“Um significativo contributo para o crescimento da carteira de crédito do Grupo Banco Montepio e para o financiamento das empresas portuguesas foi a carteira de crédito novo do BEM que se situa em cerca de 407 milhões de euros (dos quais cerca de 365 milhões em créditos e empréstimos obrigacionistas de médio e longo prazo), a que acrescem 300,2 milhões de euros relativos a operações de clientes do BEM domiciliadas no Banco Montepio e 273 milhões de instrumentos financeiros colocados diretamente em investidores institucionais”, refere o banco em comunicado.

O BEM beneficiou de “um contributo efetivo para a diversificação sectorial da atividade creditícia do Grupo Banco Montepio”, pois “quase 1/3 dos financiamentos de médio e longo prazo do BEM destinou-se à Indústria Transformadora, abrangendo, ainda, a carteira de crédito um leque diversificado de sectores de que se destacam Logística e Transportes, Turismo e Hotelaria, Energias Renováveis, Telecomunicações e Tecnologia e Gestão de Resíduos.

O Montepio fala ainda de “um robusto processo de análise de risco que permitiu a concentração da carteira dos financiamentos de médio e longo prazo em clientes de bons níveis de risco (cerca de 2/3 apresentam níveis de rating não superiores a 8 numa escala de 18 níveis), não registando o BEM qualquer caso de incumprimento no crédito por si concedido”.

O banco destaca a efetiva prestação de serviços de Banca de Investimentos aos segmentos de PME e empresas do “middle market”, através de operações de Assessoria Financeira, Estruturação de Financiamentos, Corporate Finance, Mercado de Capitais e Distribuição de Dívida e Equity,  feitas pelo BEM e que se traduziram em operações que globalmente representaram um montante de financiamento às empresas de 605 milhões de euros e na geração de proveitos em Comissões por serviços prestados de 6,85 milhões de euros.

Por fim o banco destaca “a forte dinamização do negócio internacional do Grupo pelo Gabinete de Trade Finance, correspondendo já a uma das principais linhas de negócio de curto prazo do Banco Montepio (onde são registadas todas as operações) e representando a respetiva produção em junho de 2022 um aumento de 27% face a junho de 2021 e de 53% face a junho de 2019”.

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