Pedro Leitão: Banco Montepio vai atingir objetivo de produção de 700 milhões em crédito até ao fim do ano

Em jeito de balanço da atividade do banco desde que assumiu a liderança executiva, Pedro Leitão diz que “consolidámos a nossa liderança na economia social, onde tivemos uma quota de mercado superior a 40%, naquilo que foram os apoios sociais sobretudo relacionados com a pandemia e reduzimos de forma muito substancial os nossos rácios de crédito improdutivo”.

“O ano de 2020 foi um ano de viragem e 2021 foi um ano onde, a muitas mãos, fomos capazes de aumentar a quota de mercado naquilo que são os nossos produtos essenciais. Expandimos e aumentamos a nossa oferta e a nossa quota de mercado no crédito às famílias, seja no crédito habitação, seja no crédito pessoal”, disse o CEO do Banco Montepio numa reunião com os colaboradores para celebrar o Natal.

Em jeito de balanço da atividade do banco desde que assumiu a liderança executiva, Pedro Leitão lembrou que “aumentámos a nossa quota no que respeita às linhas protocoladas em várias das ofertas disponíveis”.

O presidente do banco diz que “consolidámos a nossa liderança na economia social, onde tivemos uma quota de mercado superior a 40%, naquilo que foram os apoios sociais sobretudo relacionados com a pandemia e reduzimos de forma muito substancial os nossos rácios de crédito improdutivo, numa longa trajetória que tem sido consistente e que tem sido acelerada nos últimos dois anos”.

Em início de outubro, “os desafios que ficaram em cima da mesa de aumento da nossa posição em comissionamento, de aumento da nossa penetração em fundos de investimento mobiliários e imobiliários, do objetivo ambicioso de uma produção de 700 milhões de euros em crédito estão a caminho (faltam duas semanas e meia) de estarem entregues e de uma forma em crescendo, que temos assinalado e visto acontecer semana após semana”, disse o CEO do banco aos colaboradores.

Pedro Leitão frisou que “também lançámos pela primeira vez um conjunto muito vasto de limites pré-aprovados para empresas que nos permite estar mais confiantes e mais seguros na abordagem que fizemos ao mercado”.

“O ano que estamos prestes a terminar foi um ano em que em conjunto fomos capazes de sustentar o desenvolvimento da nossa casa. Depois do que considero ter sido o mais difícil que fizemos em 2020. Em que invertemos uma demasiado longa trajetória de encolhimento do banco”, referiu o CEO do Banco Montepio.

Recorde-se que o mandato dos atuais administradores do Banco Montepio acabam no fim do ano e até lá será definida a liderança da sua acionista, Associação Mutualista Montepio Geral (já que as eleições são já na sexta-feira, dia 17).

O Jornal Eco noticiou que Carlos Tavares mostrou-se indisponível para continuar no Banco Montepio e já comunicou ao conselho de administração do banco a intenção de deixar as funções de chairman após o final do mandato. O mesmo jornal online escreveu que Carlos Tavares tem duas missões antes de sair, um é aconselhar na escolha da nova equipa de gestão e outra é concretizar transferência de ativos tóxicos para veículo externo.

Em janeiro deste ano o Banco Montepio obteve a autorização da tutela para poder despedir 400 trabalhadores até setembro de 2023, no âmbito do estatuto de empresa em reestruturação do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Em setembro do ano passado, numa comunicação interna aos trabalhadores, o “chairman” e o CEO confirmavam que vão sair “entre 600 e 900” pessoas do banco.

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